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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de agosto de 2017. Atualizado às 08h02.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 14/08 às 08h05min

Menor temor com EUA e Coreia do Norte favorece recuperação entre bolsas da Ásia

As bolsas da Ásia e do Pacífico reverteram nesta segunda-feira (14) parte das perdas que acumularam na semana passada, à medida que diminuíram os temores de um iminente conflito militar entre EUA e Coreia do Norte, apesar da recente troca de ameaças entre os dois países. As exceções foram os mercados do Japão, que não havia operado na sexta-feira devido a um feriado nacional, e de Taiwan.
Em artigo publicado ontem pelo The Wall Street Journal, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e o Secretário de Estado do país, Rex Tillerson, afirmaram que o governo Trump vai continuar buscando soluções diplomáticas com o objetivo de garantir a "desnuclearização irreversível" da Coreia do Norte. "Os EUA não têm interesse numa mudança de regime ou reunificação acelerada da Coreia", disseram no WSJ.
Analistas também atribuíram a volta do apetite por risco a fortes balanços corporativos na região asiática e aos últimos dados de inflação ao consumidor dos EUA, que vieram abaixo das expectativas, diminuindo as chances de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) volte a elevar juros ainda este ano.
Na China, a recuperação prevaleceu mesmo depois da publicação de indicadores econômicos locais mais fracos do que o esperado. O índice Xangai Composto subiu 0,90% hoje, a 3.237,36 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,02%, a 1.879,77 pontos.
Os últimos números chineses de produção industrial, vendas no varejo e de investimentos em ativos fixos decepcionaram. A indústria da China, por exemplo, produziu 6,4% mais em julho do que em igual mês do ano passado, mas analistas consultados pelo Dow Jones Newswires previam acréscimo de 7%. Já no varejo, as vendas cresceram 10,4% na comparação anual de julho, ante projeção de ganho de 10,9%.
Na Coreia do Sul, que sentiu com força a escalada das tensões entre Washington e Pyongyang, o Kospi subiu 0,63% em Seul, a 2.334,22 pontos, interrompendo uma trajetória de quatro pregões negativos. Destacaram-se na capital sul-coreana a Samsung Electronics (+0,9%), a siderúrgica Posco (+2,5%) e a montadora Hyundai (+1,8%).
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 1,36% em Hong Kong, a 27.250,23 pontos, após sofrer um tombo de mais de 2% na sessão anterior, e o filipino PSEi teve alta de 0,42% em Manila, a 7.962,12 pontos.
Em Tóquio, a bolsa japonesa contrariou a tendência positiva na região e o Nikkei caiu 0,98%, a 19.537,10 pontos, atingindo o menor nível desde o início de maio. Como foi feriado no Japão na última sexta, o Nikkei retomou os negócios hoje refletindo as fortes perdas que outros índices asiáticos mostraram no fim da semana passada.
O Nikkei também ignorou dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que cresceu a uma taxa anualizada de 4% no trimestre até junho, bem maior do que o avanço de 2,5% previsto por analistas consultados pelo The Wall Street Journal, segundo dados oficiais publicados na noite de ontem.
Outra exceção foi o mercado taiwanês, que teve queda de 1,01% no Taiex, a 10.225,28 pontos, depois de ficar estável na sexta.
Já na Oceania, o dia também foi de recuperação na bolsa australiana e o índice S&P/ASX 200 avançou 0,66% em Sydney, a 5.730,40 pontos, impulsionado por ações de grandes bancos domésticos e do setor de energia.
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