Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 08 de agosto de 2017. Atualizado às 23h48.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 09/08/2017. Alterada em 08/08 às 21h04min

Nova Iorque anula ganhos do Ibovespa

A forte deterioração das bolsas de Nova Iorque na última hora de negociação anulou a alta com que o Índice Bovespa operou durante a tarde de ontem. O índice terminou o dia praticamente estável, em baixa de 0,06%, aos 67.898 pontos, depois de ter atingido até 68.500,05 pontos na máxima da sessão ( 0,82%). Durante todo o dia, o mercado brasileiro dividiu as atenções entre influências dos cenários interno e externo.
A virada do final da sessão não foi mais forte, porque o dólar manteve-se comportado diante da notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças à Coreia do Norte. As declarações de Trump, que está em período de férias, levaram as bolsas de Nova Iorque a renovar mínimas, influenciando as ações no Brasil.
Ao longo do dia, o Ibovespa foi sustentado principalmente pelas ações do setor financeiro, que, na maioria, operaram com ganhos durante todo o pregão. Entre elas, destaque para as units do Santander Brasil ( 2,34%) e para Bradesco PN ( 1,05%). Os papéis da Vale acompanharam a queda dos preços do minério de ferro no mercado chinês e recuaram 1,14% (ON) e 1,29% (PNA). Já as ações da Petrobras alternaram sinais ao longo do dia e fecharam com perdas de 0,86% (ON) e de 0,44% (PN).
Após ter ficado no zero a zero ao longo da sessão, o dólar fechou em leve alta ante o real. Os investidores seguiram operando em compasso de espera, seja por novidades internas em torno do andamento da reforma da Previdência, seja pelos dados de inflação ao consumidor nos EUA que serão divulgados na sexta-feira, apontaram especialistas. Além disso, esteve no radar do mercado a possibilidade de aumento de impostos e o que isso pode significar.
Próximo ao fim dos negócios, o dólar se fortaleceu e, segundo um gerente de mesa de derivativos, isso aconteceu em meio a uma realização e a percepção do investidor de que um possível aumento de impostos possa estar em análise como forma de pressão para aprovar a reforma da Previdência, o que gerou cautela.
Em alguns momentos, o movimento comprador prevaleceu em meio ao fortalecimento do Dollar Index (DXY) - que mede a moeda norte-americana ante uma cesta com seis moedas fortes - depois da divulgação de que a economia dos EUA abriu 6,163 milhões de postos de trabalho em junho, ante 5,702 milhões em maio. O resultado atingiu recorde desde que o Departamento do Trabalho começou a rastrear a série em dezembro de 2000.
No entanto a divisa dos EUA exibiu fraqueza ante a maioria das moedas emergentes e ligadas a commodities, com destaque para a queda mais acentuada ante o peso mexicano, o que acabou limitando o comportamento interno.
No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,14%, aos R$ 3,1296. O giro financeiro somou US$ 1,31 bilhão. No mercado futuro, o dólar para setembro subiu 0,08%, aos R$ 3,1435. O volume financeiro movimentado somou US$ 11,89 bilhões.
.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia