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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 22h50.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 21h31min

Economia apresenta maior resiliência, diz Goldfajn

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou, nesta quinta-feira, que, até o momento, "as condições econômicas se mantiveram, a despeito do impacto sobre os índices de confiança do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia". De acordo com Goldfajn, isso permitiu "a manutenção do ritmo de estabilização e recuperação gradual da economia, a manutenção do comportamento favorável da inflação e a continuidade do ritmo da flexibilização da política monetária".
Goldfajn afirmou que a economia brasileira apresenta hoje maior resiliência, "devido à situação mais robusta de seu balanço de pagamentos e ao progresso no processo desinflacionário e na ancoragem das expectativas". "A continuidade dos ajustes e reformas será importante para o equilíbrio da economia, com consequências favoráveis para a desinflação, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia brasileira", acrescentou Goldfajn, na parte final de seu discurso.
Goldfajn retomou a ideia contida nos últimos documentos da instituição: a de que o fator de risco principal é a incerteza sobre a velocidade do processo de reformas. Ele também repetiu a avaliação de que o cenário externo permanece favorável, embora haja riscos associados à normalização da política monetária em algumas economias centrais.
Ele lembrou que há riscos que podem reduzir a inflação. "A acentuada desinflação dos preços de alimentos e de preços industriais pode ter efeitos secundários (isto é, além do impacto direto) na inflação. Notadamente, essa desinflação pode contribuir para quedas adicionais das expectativas de inflação e da inflação em outros setores da economia", afirmou.
 

Cepal prevê crescimento do PIB em 0,4% neste ano

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil crescerá 0,4% neste ano, segundo projeção da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). O organismo da ONU (Organização das Nações Unidas) também estimou crescimento médio do PIB de 1,1% em 2017 para toda a região.
O crescimento ocorrerá porque, após dois anos de contração, as economias da América Latina e Caribe foram beneficiadas por um contexto internacional com melhores perspectivas de expansão, apesar dos riscos geopolíticos. Outro fator favorável é a melhora nos preços das matérias-primas exportadas pela região.
Todos os países da área terão taxas positivas de crescimento este ano. As exceções são a Venezuela, cujo PIB deve cair 7,2%, e Suriname e Santa Lúcia, cujas economias devem registrar recuo de 0,2%.
A Cepal defendeu a necessidade de políticas macroeconômicas para permitir o crescimento de longo prazo e promover mudanças estruturais na economia da região. O organismo destacou que, ao buscar o equilíbrio nas trajetórias da dívida e nos gastos públicos, "não se deve restringir o investimento público". Para facilitar esse processo, segundo a Cepal, uma alternativa é separar os gastos de investimento dos gastos correntes.
Para o organismo, também é importante elevar as receitas públicas, por meio de mudanças na estrutura tributária. Isso poderia ser feito, segundo a Cepal, com a criação de mais impostos diretos, em lugar de incidirem indiretamente sobre o consumo de bens e serviços, fortalecimento da administração e redução da evasão fiscal.
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