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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 22h50.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 21h30min

Planalto quer aprovar Previdência até outubro

Meirelles acredita na viabilidade da aprovação dos projetos

Meirelles acredita na viabilidade da aprovação dos projetos


MARCELO CAMARGO/MARCELO CAMARGO/ABR/JC
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizou os votos favoráveis à denúncia contra o presidente Michel Temer na sessão da Câmara dos Deputados de quarta-feira e informou que a expectativa do governo é aprovar até outubro a reforma da Previdência e até, no máximo, novembro a reforma tributária. "A tributária vai depender de ela ser apresentada, mas claramente se espera que seja neste ano (...). A Previdência em outubro e a tributária idealmente até outubro, mas se for novembro também, tudo bem", afirmou o ministro ao ser questionado sobre o prazo da aprovação das reformas.
O placar da sessão que votou, na quarta-feira, a denúncia contra Temer, feita pela Procuradoria-Geral da República, mostrou apoio ao presidente suficiente para barrar o processo, mas não o bastante para aprovar matérias que dependem do apoio de dois terços do Congresso, caso da reforma da Previdência.
Meirelles avaliou, porém, que a sinalização dada na quarta-feira pelos deputados não foi "necessariamente negativa", considerando que a rejeição ao governo não significa falta de apoio às reformas. "Reforma dessas, como a trabalhista ou a da Previdência, não é simplesmente uma questão de quem é a favor ou contra o governo. Vai além disso. Acreditamos, ainda assim, na viabilidade da aprovação", comentou Meirelles, após participação em evento do Goldman Sachs na capital paulista.
Segundo ele, a expectativa é que a reforma da Previdência seja votada antes da tributária. Ele ponderou, contudo, que o governo está trabalhando duro na reforma tributária, que será apresentada ao Congresso em breve. "Se até lá a Previdência não tiver sido votada, a gente pode perfeitamente votar a tributária primeiro", informou.
Questionado se haverá mais concessões na reforma que muda as aposentadorias, Meirelles respondeu que o relatório aprovado pela comissão especial da Câmara, que já reduziu em 25% a economia prevista na proposta original encaminhada pelo Executivo, está "a princípio" adequado. "Achamos que funciona, mas não há muita margem para baixar isso."
O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) afirmou, nesta quinta-feira, que, tendo como base o placar da votação da denúncia contra o presidente Temer, a proposta da reforma da Previdência tende a ser bastante diluída para ter sucesso na aprovação.
"A dificuldade já é notória, acho que a proposta atual precisa ser modificada na Câmara, declarou o tucano. Anastasia acrescentou que é possível que ela seja reduzida à implementação de uma idade mínima para aposentadoria, e que a tarefa de terminar a reforma fique para o próximo presidente.
 

Maia discutirá, a partir da próxima semana, reforma tributária com relator

Presidente da Câmara citou os prejuízos do sistema tributário atual

Presidente da Câmara citou os prejuízos do sistema tributário atual


MARCELO CAMARGO/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
Após comandar a sessão que barrou, na quarta-feira, a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse, nesta quinta-feira, que discutirá, na semana que vem, a reforma tributária com o relator da matéria, o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). A reforma política começará a ser tratada nas próximas duas semanas.
Maia afirmou que será bom se a reforma tributária puder evoluir paralelamente à da Previdência. "O Brasil perde muito em produtividade e segurança jurídica, porque tem um sistema tributário complexo e difícil, que gera custos absurdos", frisou o deputado.
Na votação de quarta, o governo teve votos suficientes para derrubar a denúncia, mas Temer precisará ter apoio maior - de dois terços do Congresso - para aprovar propostas de emenda constitucional, casos da reforma da Previdência e tributária. Maia cobrou do governo a reconstrução da base aliada para dar andamento à agenda reformista, na qual, segundo ele, o PSDB terá papel "decisivo".
"É importante deixar a denúncia para trás e olhar para frente", defendeu. Ele lembrou que cinco deputados do DEM, seu partido, votaram a favor da investigação de Temer. Porém considerou que eles não representam a posição majoritária da sigla e que será possível recuperar três ou quatro votos na votação das reformas.
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