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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Notícia da edição impressa de 04/08/2017. Alterada em 03/08 às 21h27min

Brasileiro deve gastar em média R$ 125,00 com presente do Dia dos Pais

Mais da metade dos consumidores do País (57%) pretende ir às compras por conta do Dia dos Pais, o que representa em torno de 86,1 milhões de pessoas.
Essa parcela supera a registrada no mesmo período do ano passado, quando 49% demonstraram a mesma intenção, segundo um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
A pesquisa mostra que esses consumidores devem gastar, em média, R$ 125,00. Pelo cálculo dos organizadores, o movimento financeiro deve atingir R$ 10,7 bilhões. A maioria (38%) informou que planeja desembolsar o mesmo valor do ano passado. Outros 26% indicaram redução dos gastos, e apenas 13% estão dispostos a elevar a quantia. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, "o consumidor está cauteloso para consumir e é importante oferecer opções de menor custo para presentear nas datas comemorativas".
No universo de consumidores com intenção de cortar gastos, o principal motivo alegado foi o orçamento apertado (43%). Entre os entrevistados, 20% indicaram ter outras prioridades e 10% contaram que tiveram queda de salário. Já entre os que manifestaram o desejo de aumentar o valor do presente, 59% disseram que querem escolher um produto melhor, e 45% justificaram ter calculado o acréscimo por achar que os presentes estarão mais caros.
Apesar de ter constatado um consumo médio de R$ 125,00, quando a sondagem separa os entrevistados por classe social, este valor cai para R$ 111,00 entre os mais pobres. A grande maioria (81%) deve comprar um único item.
Entre os entrevistados que pretendem efetuar compras, 25% estão com alguma parcela atrasada, e 21% já entraram para a lista de inadimplentes. O levantamento mostra ainda que 10% assumiram ter o hábito de gastar mais do que podem para presentear o próprio pai, e 6% deverão comprar algo para agradar os seus pais deixando de pagar alguma conta.
O educador financeiro do portal SPC Brasil Meu Bolso Feliz, José Vignoli, alerta que "o consumidor deve presentear, sim. Porém é importante respeitar o tamanho do próprio bolso, planejar os gastos e fazer muita pesquisa de preço, dando prioridade ao pagamento à vista. Para quem está inadimplente, mesmo que os valores dos presentes possam parecer inofensivos, todo o esforço deve ser direcionado para o pagamento das dívidas".
Os itens mais apontados na lista de presentes para os país são roupas (40%); perfumes e cosméticos (16%); calçados (16%); acessórios como cintos, óculos, carteiras e relógios (14%); vale-presentes (4%); e as comemorações em restaurantes (4%). Quanto aos meios de pagamentos, a maioria (75%) quer efetuar o pagamento à vista, sendo 66% em dinheiro e 9% com cartão de débito. Outros 16% apontaram o uso do cartão de crédito. Entre os que pretendem parcelar a compra, a média é de três prestações.
 

Percentual de famílias gaúchas endividadas cresce no mês de julho e vai a 72,9%

O mês de julho encerrou com aumento no índice de endividamento das famílias no Rio Grande do Sul. Resultado da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio-RS e divulgada nesta quinta-feira, revela que o endividamento permaneceu alto pela necessidade de consumo em um cenário de restrição de renda. O indicador fechou em 72,9%, contra 60,4% observado no mesmo período do ano passado. Também ocorreu avanço sobre junho/2017 (70.6%).
O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, avalia que a conjuntura atual, com restrições no mercado de trabalho e sem grande recuperação de renda, acaba contribuindo para a elevação do endividamento. "Por conta desta conjuntura e da manutenção do nível de consumo, este aumento não se reflete em um crescimento na aquisição de bens e serviços", pontua Bohn.
O levantamento indica que a parcela da renda comprometida com dívidas em julho, na média em 12 meses, permaneceu em 33,1%. Já o tempo de comprometimento da dívida no período de 12 meses praticamente não se alterou, ficando em 7,9 meses. O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos, segundo 84,8% dos entrevistados, seguido por carnês (25,7%), financiamento de veículos (21,8%) e crédito pessoal (15,3%).
Embora o cenário econômico se mostre restritivo, especialmente em relação ao emprego, o recuo na taxa básica de juros e da inflação pode ter contribuído para a redução da inadimplência na margem. No entanto o percentual de pessoas com dívidas em atraso em julho (31,0%) se mostrou acima do registrado no mesmo período do ano passado (17,3%).
A pesquisa revela ainda que o índice de gaúchos sem condições de honrar suas dívidas vencidas nos próximos 30 dias saiu de 6,5% em julho/2016 para 11,9% em julho/2017. O presidente da Fecomércio-RS reforça que, enquanto não houver melhora no mercado de trabalho, a regularização de dívidas ainda levará tempo.
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