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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 00h45.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 03/08/2017. Alterada em 02/08 às 20h49min

Ibovespa registra quinta alta seguida e dólar cai

O Índice Bovespa teve ontem sua quinta alta consecutiva, desta vez embalado pela expectativa de vitória folgada do presidente Michel Temer na votação da denúncia contra ele na Câmara dos Deputados. Na prática, a rejeição à abertura de inquérito contra o presidente é vista como um passo importante para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência neste ano, algo que vinha sendo praticamente descartado nas previsões dos analistas.
O Ibovespa chegou a alternar altas e baixas pela manhã, mas consolidou a tendência de positiva no início da tarde, quando o quorum mínimo de 342 deputados presentes no plenário da Câmara foi atingido pela primeira vez. Ao final dos negócios, o índice marcou 67.135 pontos, em alta de 0,93%. Os negócios somaram R$ 9,652 bilhões. Com a chegada ao patamar dos 67 mil pontos, o indicador está próximo de anular os efeitos da crise política deflagrada na noite do dia 17 de maio. Naquele dia, o índice havia fechado em 67.540 pontos.
A alta do dia foi influenciada principalmente pelas ações da Petrobras e dos bancos, que voltaram a subir em bloco. No caso da estatal petrolífera, contribuíram a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e a percepção positiva com o cenário político doméstico. Ao final dos negócios, Petrobras ON teve alta de 2,56% e Petrobras PN ganhou 2,97%. Entre os bancos, o destaque foi Banco do Brasil, que avançou 4,03%. A ação do BB vem subindo nos últimos pregões por causa da expectativa positiva pelo balanço do segundo trimestre, mas também teria refletido a melhora da percepção política.
Com as cinco altas consecutivas até agora, o Ibovespa teve ganho acumulado de 3,27%. Com isso, passa a contabilizar alta de 11,47% em 2017. As análises gráficas apontam manutenção da tendência de alta do Ibovespa, que teria como alvo os 69.500 pontos, pico intraday do ano.
No aguardo pela votação da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara, o dólar operou a maior parte do tempo em baixa, acentuando as perdas no início da tarde depois que a sessão atingiu os 342 parlamentares necessários para a votação. Além disso, o petróleo em alta de mais de 1% e a fraqueza da moeda americana no exterior contribuíram para o movimento vendedor.
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,18%, aos R$ 3,1202. O giro financeiro somou US$ 715 milhões. No mercado futuro, o dólar para setembro caiu 0,43%, aos R$ 3,1315. O volume financeiro movimentado somou US$ 13,07 bilhões.
 
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