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Porto Alegre, quarta-feira, 02 de agosto de 2017. Atualizado às 00h05.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 02/08/2017. Alterada em 01/08 às 22h50min

Produção industrial cai em 12 setores em junho

Segmento de veículos automotores foi o principal destaque negativo

Segmento de veículos automotores foi o principal destaque negativo


ALBERTO COUTINHO/ALBERTO COUTINHO/SECOM GOVBA/JC
A produção industrial encolheu em 12 dos 24 ramos pesquisados na passagem de maio para junho, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal impacto negativo foi de veículos automotores, reboques e carrocerias, com redução de 3,9% na produção, o que devolve parte do avanço de 13% acumulado nos meses de abril e maio.
Outras duas atividades que pesaram negativamente sobre o total da indústria foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,7%). As demais contribuições negativas relevantes foram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,9%), de outros equipamentos de transporte (-6,8%) e de produtos de metal (-2,0%).
Na direção oposta, entre os nove ramos que ampliaram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância foi assinalado de produtos alimentícios, com avanço de 4,5%, o segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 7,8%.
Também tiveram aumentos expressivos as indústrias extrativas (1,3%), máquinas e equipamentos (2%) e bebidas (1,7%). As três atividades mostraram também taxas positivas no mês anterior: 0,3%, 2,0% e 1,3%, respectivamente.
A indústria brasileira mostra desempenho melhor em 2017 do que o registrado nos dois anos anteriores, mas ainda opera 18,2% abaixo do pico de produção registrado em junho de 2013.
"O resultado está longe de representar uma trajetória consistente de recuperação para o setor industrial. O patamar de produção ainda permanece operando em patamares distantes do ponto mais alto da sua série histórica", afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.
O patamar de produção se assemelha ao de fevereiro de 2009, época da crise financeira internacional. "Claro que esse distanciamento entre o patamar atual e o ponto mais alto já foi maior. Mas isso está longe de representar que a indústria, após esses resultados positivos da série, tenha configurado uma trajetória de recuperação mais consistente", explicou Macedo.
O pesquisador lembrou que, no primeiro semestre de 2017, a indústria ficou muito próxima da estabilidade por três meses (0,0% em janeiro; 0,1% em fevereiro e 0,0% em junho), recuou mais intensamente em março (-1,9%) e teve expansão em duas ocasiões (1,3% em abril e 1,2% em maio).
O levantamento do IBGE em relação ao primeiro semestre do ano mostra que houve avanço de 0,5% na produção industrial, interrompendo uma sequência de seis semestres de quedas. O resultado foi o melhor para um primeiro semestre desde 2013, quando houve avanço de 3,5%.

Faturamento real tem queda de 5,9%, revela a CNI

Os sinais de recuperação econômica ainda não chegaram à indústria brasileira, que amargou no primeiro semestre queda nos principais indicadores econômicos do setor, como faturamento, emprego, número de horas trabalhadas e massa salarial.
De acordo com a pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o faturamento real (já descontada a inflação) recuou 5,9% de janeiro a junho, na comparação com o primeiro semestre de 2016. O uso da capacidade instalada passou de 77,4% em junho de 2016 para 77,1% no mesmo mês deste ano (era 77,9% em maio).
No mesmo período, o emprego caiu 3,9%, enquanto o total de horas trabalhadas ficou 3,3% abaixo do número registrado no ano anterior. Isso teve reflexo na massa salarial real, que caiu 3,5%. Já o rendimento médio real subiu 0,5% no primeiro semestre.
"A indústria segue em um período de transição. Embora o prolongado período de queda da atividade e de piora do mercado de trabalho tenha ficado para trás, os indicadores industriais ainda não mostram recuperação", avalia a entidade.
No mês de junho, os indicadores também apresentaram desempenho negativo na comparação com o mês anterior, com exceção da massa salarial real, que subiu 0,7%, e do rendimento médio real, que aumentou 1,6%. Naquele mês, o faturamento real caiu 2,4%, enquanto o emprego apresentou leve recuo de 0,2%. O número de horas trabalhadas caiu 1,3%.
Em relação a junho de 2016, as quedas são ainda mais acentuadas. O faturamento recuou 5,1% no período, enquanto o emprego caiu 3,9% e as horas trabalhadas, 3,5%. Nessa comparação, houve aumento na massa salarial de 1%, enquanto o rendimento médio real subiu 4,1%. A utilização da capacidade instalada em junho ficou em 77%, abaixo dos 77,3% registrados no mesmo mês de 2016, considerando dados dessazonalizados. Com isso, a ociosidade da indústria subiu para 23%.

Índice GS1 de atividade mostra retração em julho

O Índice GS1 de atividade industrial voltou a recuar em julho, após resultado positivo no mês anterior. Na comparação com junho, para os dados livres de efeitos sazonais, foi registrada queda de 6,4%, enquanto na comparação com o mesmo mês de 2016 foi registrado recuo de 8,2%. Se considerarmos a média do acumulado nos sete primeiros meses de 2017, o indicador está em nível 14% inferior a 2016.
Apesar dos resultados ainda negativos na comparação ano contra ano, as taxas de variação do indicador parecem estar se estabilizando nos últimos meses, o que pode ser um indício de melhores resultados para o restante do ano. "Mesmo com alguma instabilidade no processo de recuperação, fruto do momento político-econômico complexo, houve uma evolução consistente do Índice GS1 de atividade do início do ano até agora, se considerarmos os dados livres de sazonalidade. Esperamos que esta evolução continue a ocorrer, seguindo a melhora das condições econômicas", aponta Virginia Vaamonde, CEO da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.
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