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Porto Alegre, quarta-feira, 02 de agosto de 2017. Atualizado às 08h21.

Jornal do Comércio

Economia

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Transporte

Notícia da edição impressa de 02/08/2017. Alterada em 02/08 às 08h23min

Caminhoneiros protestam em rodovias gaúchas

No Rio Grande do Sul, houve manifestações em 13 pontos, disse a PRF

No Rio Grande do Sul, houve manifestações em 13 pontos, disse a PRF


PRF RS/PRF RS/DIVULGAÇÃO/JC
Roberta Mello
Caminhoneiros protestaram em diversas estradas do País ontem contra o aumento de PIS/Cofins e, consequentemente, do combustível, anunciado há pouco mais de uma semana pelo governo federal. No Rio Grande do Sul, foram registradas manifestações em 13 pontos de rodovias do Estado, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
As obstruções das vias foram, em sua maioria, parciais, e a liberação para a passagem de veículos ocorreu rapidamente, segundo a PRF. Além do Rio Grande do Sul, foram registrados protestos em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo.
Ao longo do dia, houve manifestações na BR-285, km 461, em Ijuí; na BR-285, km 567, em São Luiz Gonzaga; na BR-285, km 337, em Carazinho; na BR-392, km 66, em Pelotas; na BR-285, km 274, em Mato Castelhano; na BR-468, km 0, em Palmeira das Missões; na BR-392, km 9, em Rio Grande; na BR-116, km 427, em Cristal; na BR-386, km 243, em Soledade; na BR-392, km 297, em São Sepé; na BR-392, km 350, em Santa Maria; na BR-285, km 457, em Ijuí; e na BR-392, km 59, em Rio Grande. 
As manifestações começaram pela manhã. Ocorreram alguns bloqueios, porém todos foram contornados até o início da noite. Na maior parte das interdições, os caminhoneiros em deslocamento eram convidados a participar. O fluxo de ônibus e veículos de passeio se manteve normal e não houve registro de violência, disse a PRF, através da sua assessoria de comunicação.
O aumento de PIS/Cofins dos combustíveis foi o estopim para a paralisação, mas os manifestantes também pedem maiores investimentos na manutenção e melhoria de estradas. "O diesel ficou até
R$ 0,46 mais caro por litro, e a categoria, que já não tem reajuste no valor do frete há 15 anos, não suporta mais esse aumento", disse o presidente da União Nacional dos Caminhoneiro (Unicam), José Araújo da Silva, o China.
Os caminhoneiros reivindicam ainda que seja aprovado projeto de lei, que prevê uma tabela com valor mínimo para o frete; que a aposentadoria desses profissionais ocorra com 25 anos de carreira; e que o governo reveja a redução no quadro de policiais rodoviários. "É um absurdo que sejam impostas regras novas aos caminhoneiros, sem haver o respeito às leis vigentes no setor", diz China.
De acordo com o presidente da Unicam, fazem parte desta manifestação caminhoneiros autônomos, que normalmente têm até três caminhões. "Mas nada impede que pequenas empresas que também são prejudicadas façam adesão ao protesto."
O presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul, André Luis Costa, afirma que a entidade optou por não motivar seus representados a se engajarem nos atos. "A maior parte dos manifestantes não são trabalhadores autônomos, mas funcionários de empresas que se veem prejudicadas pelo aumento do preço da gasolina. O caminhoneiro autônomo, inclusive, não vai achar oportuno aderir aos atos por que não pode perder dias de trabalho", diz Costa, salientando que o melhor caminho ainda é negociar para evitar que o lado mais fraco - o dos trabalhadores - saia mais prejudicado.
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