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Porto Alegre, terça-feira, 01 de agosto de 2017. Atualizado às 10h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Educação

Alterada em 01/08 às 10h57min

Crise financeira suspende mais uma vez retomada de aulas na Uerj

Segundo nota da reitoria, a instituição atingiu um patamar classificado como 'insuportável'

Segundo nota da reitoria, a instituição atingiu um patamar classificado como 'insuportável'


Fernando Frazão/Agência Brasil/JC
Folhapress
A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) suspendeu nesta terça-feira (1) a retomada das aulas que marcariam o início do calendário letivo de 2017 na instituição, que ainda não começou. A grave crise financeira pela qual passa a gestão de Luiz Fernando Pezão (PMDB) atingiu em cheio a administração da universidade, que acumula sucessivas greves de professores e técnicos.
Segundo a reitoria, o adiamento das aulas ocorreu porque a universidade não tem condições, no momento, de arcar com a manutenção de sua estrutura por falta de recursos. "Limpeza, vigilância e coleta de lixão estão restritas. O restaurante universitário também está fechado", diz, por meio de nota.
Os salários de professores e técnicos também estão atrasados. As folhas de maio e junho, além do 13º salário, não foram pagos. Também foram suspensas as bolsas de financiamento ligadas a projetos de pesquisa.
>> Leia também: Crise acelera demissões de docentes no Ensino Superior
Ainda segundo nota da reitoria, a instituição atingiu um patamar classificado como "insuportável", que tem impedido a universidade de exercer a sua missão nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. "O nosso hospital universitário Pedro Ernesto padece do mesmo problema e funciona com limitações quase impeditivas, diminuindo amplamente o atendimento à população", informou a reitoria.
Diante desse quadro, a reitoria decidiu não retomar as aulas nesta terça. A suspensão das atividades não tem data para acabar. "À medida que surjam novos fatos, voltaremos a nos manifestar acerca do início das aulas", diz a reitoria.
Com um déficit de R$ 21 bilhões nos cofres do Estado, o governo de Pezão (PMDB) vem atrasando e parcelando salários de servidores e priorizando pagamentos aos trabalhadores das áreas de segurança e da educação, que recebem salários até o 14º dia útil do mês seguinte. As universidades estão subordinadas à área de Ciência e Tecnologia e, por isso, convivem com atrasos.
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