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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de agosto de 2017. Atualizado às 13h13.

Jornal do Comércio

Colunas

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Notícia da edição impressa de 31/08/2017. Alterada em 30/08 às 22h09min

A Igreja e as questões sociais

As questões sociais sempre interpelaram os pastores da Igreja. É longa a tradição da Igreja em tratar de problemas sociais de acordo com sua própria fé.
Diferentes realidades e tipos de sociedade foram destinatárias da mensagem da Igreja que anunciou o Evangelho entre os tumultos dos eventos sociais. Mas foi a questão operária do século XIX que estimulou a solicitude pastoral da igreja para enfrentar as coisas novas que surgiram então. A exploração dos trabalhadores, a organização industrial do trabalho, a matriz capitalista e a força das ideologias socialista e comunista fizeram eco e suscitaram reflexão e pronunciamento oficial da Igreja através da Encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII. Os seguidores de Cristo não podiam se calar diante dos clamores da realidade.
A moral cristã desenvolveu reflexões sobre o uso comum dos bens, da dignidade da pessoa humana e da participação dos cristãos na sociedade. Essa temática, portanto, é antiga e sempre nova, pois expressa o contínuo apelo do Evangelho de Cristo para que os cristãos anunciem e vivam construindo a civilização do amor, denunciando e desmascarando as miopias e injustiças que a história tem apresentado ao longo dos tempos.
É inegável que, na trajetória do cristianismo, há um fio condutor que percorre todas as etapas. Trata-se do elemento mais profundo da identidade cristã: que Deus age em favor dos seres humanos para salvá-los. Ele se revela em Jesus Cristo e expressa a identidade mais profunda da pessoa: o ser humano não é somente liberdade, mas é livre para produzir fraternidade e igualdade. Toda práxis cristã, orientada pelo Evangelho é uma prática do amor. O mundo do trabalho, a busca da paz e o avanço de novas tecnologias remetem ao solidarismo que repousa numa expressão muito corrente na Doutrina Social da Igreja: a civilização do amor.
Vivemos num tempo fascinante. As novas tecnologias, o progresso científico, o avanço da robótica e da informática permitem-nos contemplar comodidades e experiências inimagináveis num passado recente. A emergência da subjetividade, a preocupação com a ecologia, o crescimento do voluntariado, o empenho pela tolerância e respeito pelo diferente despertam uma nova consciência de pertença ao planeta e da integração de tudo e todos.
Paradoxalmente descortina-se também um quadro de enormes problemas. Os índices de pobreza e miséria continuam a desafiar qualquer consciência tranquila de nossa sociedade. O consumismo e o utilitarismo nas relações sociais deterioram as possibilidades de fraternidade porque geram exclusão e reduzem o ser humano ao valor de mercado. O terrorismo e as guerras ameaçam um futuro de paz para as civilizações. Manipulações genéticas, contaminação das águas e do solo, desertificação de áreas imensas desafiam qualquer projeto de uma sociedade e de um planeta sustentável. Acrescente-se nesse elenco o desenvolvimento do sentimento de vazio que ocasiona a depressão, o mal da moda. Vivemos sob a queda das ideologias, o fragmento dos sonhos e a perda do sentido. Apesar das tentativas de prescindir da religião e do sagrado, do secularismo e do indiferentismo religioso que emergem com força na atualidade, o cristão sabe que sua identidade depende da sua relação com tudo o que o circunda. Para não perder sua essência, a fé cristã precisa ocupar-se da história, porque nela se realiza a abertura do ser humano para a transcendência. Nesse encontro entre o visível e o invisível, o humano encontra o sentido, a cura e a salvação de toda sua existência.
Com colaboração de dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre
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Comentários
Dorian R. Bueno 31/08/2017 10h54min
Hoje vou escrever sobre o meu nome e toda esta inspiração que Deus proporcionará, me levará feliz até o ponto final, por que eu farei um lindo testemunho através destas lindas e abençoadas palavras, Amém. Deus me conhece bem antes de eu entrar no ventre da minha maravilhosa Mãe Marina. Ouvia falar tremendamente dele, mas ainda não estava pronto para lhe entender. Raramente tive dentro do lar da minha Família ( Pai, Mãe, Irmãos, Filhos ) uma Bíblia aberta, somente na casa de um querido tio. Intrigante que foi este mesmo Amigo Tio que quando eu tinha 23 anos, me levou até a Igreja Católica, mas eu tinha um coração tão duro como uma pedra. Ainda não estava com o coração feliz e aberto, para ser um grande Cristão como Jesus Cristo. Nunca é tarde, e deixei a vida me levar até que tivesse um amadurecimento espiritual. Recebi de Deus a oportunidade de ser um Paizão de duas abençoadas Crianças que eu Amo demais. Enquanto elas cresciam com toda educação possível, eu ainda não entendia estas coisas de Deus. Ninguém deseja viver sem saúde, amor, fé, dinheiro e prosperidade, para ficar esperando o dia de partir para onde ser merecedor. Através da minha maravilhosa esposa e de sua abençoada Família, consegui a começar a seguir um novo caminho para poder ser um homem abençoado. Tantas vezes fiquei um pouco desconfiado do que passei assistir dentro de uma Igreja Evangélica, mesmo assim Deus me fortaleceu e tem me ensinado diariamente muitas coisas. Ouvir o que os mais experientes pastores, pregadores das palavras de Deus falavam nos púlpitos que passei a conhecer, foi determinante para criar novos hábitos Cristãos, restaurar a minha ansiedade e humildade. Bueno Tchê, ainda bem que Deus me fortaleceu e inspirou-me para lhe Amar e compor com Ele 40 louvores que adora ouvir todos os dias da minha boca. Uso e abuso da paciência do teclado do computador, do celular e dos tantos Amigos e Familiares para ler o que escrevo diariamente com muito Amor espiritual e cultural. Enquanto eu estiver aqui nesta Misteriosa Vida, quero ser um Cara abençoado, vencedor e honrar o nome do meu Senhor. Não quero jamais iniciar e não terminar uma crônica, poema até mesmo um Acróstico sobre o meu nome por falta de palavras. Ouvir, ver e escutar sempre será melhor do que apenas falar coisas tristes e sem vida, por isto que eu escrevo com letrinhas cheias de Amor e Gratidão. Obrigado meu Deus. Abs. Dorian Renato Bueno, POA, 31.08.2017nn