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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de agosto de 2017. Atualizado às 22h18.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 31/08/2017. Alterada em 30/08 às 19h35min

País teria de investir R$ 292 bilhões para melhorar rodovias

Muitas obras sofrem atrasos ou são paralisadas por escassez de dinheiro no orçamento do ministério

Muitas obras sofrem atrasos ou são paralisadas por escassez de dinheiro no orçamento do ministério


JORGE WOLL/JORGE WOLL/DER/DIVULGAÇÃO/JC
O Brasil precisa de um investimento de R$ 292,54 bilhões para melhorar as condições das estradas e consequentemente reduzir custos na hora de escoar e transportar produtos. A estimativa foi apresentada, na semana passada, pela concessionária CCR RodoNorte, no 5º Fórum de Agricultura da América do Sul, em Curitiba.
Segundo a concessionária, seriam necessários R$ 57,08 bilhões para recuperação das rodovias, R$ 137,13 bilhões para duplicações, e R$ 98,33 bilhões para retomada da expansão da malha brasileira. O valor total equivale a 13,6 vezes o orçamento do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, de R$ 21,5 bilhões para este ano, de acordo com dados do sistema de Transparência Orçamentária da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A CCR Rodonorte é responsável, no Paraná, por 487 quilômetros de estradas que formam o corredor de escoamento de alguns dos principais polos de produção agrícola e industrial do estado. O sistema abrange a BR-277 e a BR-376, que ligam Curitiba a Ponta Grossa e às principais cidades no Norte do estado; e a PR-151, entre Ponta Grossa e Jaguariaíva.
"Temos esses gargalos todos estudados. O Ministério dos Transportes têm soluções definidas. O que falta é dinheiro", afirmou o diretor-presidente CCR Rodonorte, José Alberto Moita. "Precisamos de espaço para investir em infraestrutura. Com certeza, o futuro desse País depende da agregação de valor nesses modais", acrescentou.
As rodovias são o principal meio de transporte e escoamento de produtos brasileiros. Somente no escoamento da produção brasileira de grãos, em média, são responsáveis por 61% do transporte, o restante fica a cargo de ferrovias, com 21%, e hidrovias, com 18%. Consideradas separadamente as principais rotas de escoamento, na região Norte, as rodovias respondem por 66% do transporte; no Sudeste, por 55%; e no Sul, por 72%.
Mesmo assim, o País ocupa a 111ª posição no ranking de qualidade das rodovias, divulgado no ano passado pelo Fórum Econômico Mundial. Segundo a pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em 2016, a maior parte das estradas brasileiras recebeu a classificação como regular (34,6%), ruim (17,3%) ou péssima (6,3%). Apenas 30,2% são classificadas como boas e 11,6% como ótimas.
A maior parte dos investimentos em rodovias vem do setor público, que, em 2016, investiu R$ 8,609 bilhões, em 53.943 quilômetros, o que corresponde a 56,1% do total da malha rodoviária. Já o setor privado investiu R$ 6,745 bilhões em 19.031 quilômetros. Levando em conta o valor e a quilometragem construída, o setor privado pagou pouco mais do que o dobro do setor público por cada quilômetro.
Em paralelo à melhoria das rodovias, é preciso também melhorar as ferrovias, segundo o diretor Regulatório e Institucional da Rumo (empresa que administra 12 mil quilômetros de malha ferroviária no RS, SC, PR, SP, MT e MS), Guilherme Penin. Para inverter a importância das ferrovias em relação às rodovias - para que as ferrovias sejam responsáveis por 70% dos transportes, e as rodovias, por 30% -, seria necessário passar do atual crescimento de 1,5 milhão de toneladas transportadas por ano para 7,5 milhões de toneladas.
Entre outros benefícios, o transporte ferroviário permitiria um incremento de R$ 1 bilhão, de acordo com os cálculos da Rumo, relativos à redução da emissão de gases poluentes. Além disso, seria possível uma economia de R$ 11,4 bilhões gastos em outros modos de transporte de carga.

Governo libera R$ 128,5 milhões para a pavimentação da BR-163/PA

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação anunciou a liberação de R$ 128,5 milhões para a pavimentação de 65 quilômetros da rodovia BR-163/PA, uma das principais vias de escoamento de milho e soja da região Centro-Oeste do País.
A previsão é de que a pavimentação do trecho entre as cidades paraenses de Novo Progresso e Igarapé do Lauro seja finalizada até dezembro de 2018. A obra será executada pelo Exército e deve começar no mês de setembro.
Segundo o ministério, após a conclusão deste trecho, ainda faltará pavimentar 115 quilômetros dos 955 quilômetros da rodovia entre Santarém (PA) e a divisa com o Mato Grosso. Trinta e cinco quilômetros ficam entre Vila Planalto e o Entrocamento BR-230, onde um consórcio de empresas contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já iniciou os trabalhos de asfaltamento. Os outros 80 quilômetros ficam próximos a Miritituba (PA) e só devem ser concluídos depois de 2018.
A BR-163 é uma das principais vias de ligação entre o Centro-Oeste e alguns dos terminais portuários do chamado Arco Norte, como Santarém e Miritituba, no Pará. O asfaltamento da rodovia federal até Santarém está previsto desde maio de 2007, quando foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1, com previsão de conclusão para 2010.
O mau estado de conservação da BR-163 e de outras rodovias que compõem o sistema Arco Norte, como a BR-158 e a BR-364, vem atrasando investimentos em infraestrutura que poderiam favorecer o escoamento da produção agrícola e ajudar a desafogar o fluxo de veículos pesados rumo aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). No primeiro trimestre deste ano, o tráfego de caminhões foi interrompido devido aos atoleiros formados pelas fortes chuvas que atingiram a região Norte.
O ministro dos Transportes, Portos e Aviação (MT), Maurício Quintella, garantiu, na semana passada, que o governo federal mobilizará todos os esforços necessários para garantir que o escoamento da safra de 2017/2018 aconteça sem problemas.
"Em fevereiro passado, nós garantimos ao País que a BR-163/PA estaria em condições muito melhores a partir do escoamento da safra 2017/2018. Não foram só palavras. As obras que já estamos fazendo na região e a transferência desses recursos para o Exército tornam essas palavras concretas", afirmou Quintella.
 
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