Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 27 de julho de 2017. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

operação lava jato

Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 26/07 às 23h55min

Rodrigo Janot defende manter Eduardo Cunha preso

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se pela manutenção da prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). Para Janot, o ex-presidente da Câmara tem "personalidade voltada ao crime" e, caso seja solto, pode voltar a delinquir, fugir do País e influenciar seus "asseclas" que continuam como deputados. Cunha está preso desde outubro do ano passado.
O recurso pedindo habeas corpus chegou ao Supremo após Cunha recorrer de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve um acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinando a continuidade da prisão. Janot argumenta ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, que o habeas corpus perdeu o objeto, porque Cunha já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso de uma transação da Petrobras para explorar um campo de petróleo na África.
Como já há condenação, mesmo que de primeiro grau, não se trata mais de mera prisão preventiva, e a jurisprudência nesses casos vai no sentido de manter a prisão cautelar enquanto o réu recorre, disse Janot. Caso Fachin entenda que o habeas corpus não perdeu o objeto, o procurador pede que ele seja negado, liminarmente, e levado em seguida para votação no STF.
Um dos principais argumentos da defesa é que outras investigações que há contra Cunha - uma das razões para mantê-lo preso - são antigas, do tempo em que ele era deputado. Além disso, conforme a defesa, tais investigações não têm relação com o processo sobre o campo de petróleo na África. Janot rebateu, afirmando que, mesmo com a Lava Jato em curso, em 2014 e 2015, contas ligadas a Cunha no exterior movimentaram recursos ilícitos. A defesa de Cunha negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Não há prazo para que o STF decida sobre o recurso no habeas corpus.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia