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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de julho de 2017. Atualizado às 18h22.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

14/07/2017 - 18h25min. Alterada em 14/07 às 18h26min

Kuczynski pede julgamento rápido para ex-presidente Humala no caso Odebrecht

O presidente peruano, Pedro Kuczynski, afirmou nesta sexta-feira esperar um julgamento rápido contra o ex-presidente Ollanta Humala e a mulher dele, Nadine Heredia. O casal foi preso na madrugada de hoje e deve ser enviado a uma cadeia, enquanto é investigado por supostos delitos ligados ao caso Odebrecht.
"Espero que o processo do senhor Humala e sua esposa transcorra rapidamente e de maneira transparente", afirmou Kuczynski durante uma atividade pública. Ele acrescentou que recebia a notícia com "tristeza".
"Eu creio que é um dia trágico para a família de Ollanta e Nadine", acrescentou. Duas filhas do casal, de 15 e 13 anos, estão nos Estados Unidos em um curso de intercâmbio escolar e voltarão a Lima em 1º de agosto.
Advogado de Humala, Wilfredo Pedraza disse que na noite anterior o casal "deixou dormindo" o terceiro filho deles, de 6 anos, antes de se entregar às autoridades.
Humala e sua mulher se apresentaram às autoridades e foram levados à detenção do Palácio de Justiça, onde com frequência os detentos são levados antes de seguir para uma penitenciária.
Na quinta-feira, o juiz Richard Concepción determinou a prisão preventiva por 18 meses de Humala e Heredia, enquanto são investigados por um promotor que suspeita que o casal cometeu o delito de lavagem de dinheiro, após receber dinheiro das companhias brasileiras Odebrecht e OEA, bem como dinheiro público da Venezuela, durante o governo do falecido presidente Hugo Chávez, para as campanhas presidenciais de Humala de 2006 a 2011.
O casal ainda não foi acusado formalmente pela promotoria, que investiga a dupla há mais de dois anos.
Um militar reformado do Exército de 55 anos, Humala governou entre 2011 e 2016 e é o segundo ex-presidente peruano que está na prisão. O ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000, está em uma prisão de Lima, onde cumpre sentença de 25 anos por homicídio e corrupção.
O juiz Concepción também determinou em fevereiro prisão preventiva para outro ex-presidente peruano, Alejandro Toledo (2001-2006), que vive nos EUA e ainda não foi extraditado. Outro ex-presidente, Alan García, é investigado por suposta corrupção também ligada à Odebrecht.
Em dezembro, a Odebrecht admitiu em um tribunal de Nova Iorque que havia realizado pagamentos milionários no Peru para ganhar contratos públicos durante os governos de Toledo, García e Humala, entre 2001 e 2016.

 

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