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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de julho de 2017. Atualizado às 23h12.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 13/07 às 22h25min

TRF deverá julgar Lula antes das eleições de 2018

Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 9 anos e 6 meses

Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 9 anos e 6 meses


MIGUEL SCHINCARIOL/MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/JC
O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson, afirmou, nesta quinta-feira, que o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a decisão do juiz Sérgio Moro, que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão, deve ser julgado até agosto de 2018 - antes, portanto, das eleições presidenciais.
Em entrevista à rádio BandNews, o desembargador afirmou que "não há um prazo para a tramitação do processo". Ele explicou que as defesas - além de Lula, o juiz Moro condenou outros réus da ação penal do caso triplex, inclusive o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS - ainda devem apresentar embargos, que serão avaliados pelo próprio juiz federal da Lava Jato.
Somente após o parecer da primeira instância sobre este primeiro recurso, os advogados de Lula e o Ministério Público Federal (MPF) poderão apelar para o TRF-4.
"No tribunal, eles já apresentam as razões, se dá vista do processo ao Ministério Público, e aí vai para o relator, o ministro Gebran Neto, que é o relator dos processos da Lava Jato. Ele vai elaborar seu voto. Concluído, ele encaminha ao revisor, que é o Leandro Paulsen. Há um certo rito que não tem como não ser obedecido. Eu acredito que esse processo por agosto, no mais tardar setembro, já esteja no tribunal, julgado aqui ou pautado para julgamento."
O presidente da corte ainda relatou que, até hoje, 32 sentenças foram dadas por Moro, das quais 28 foram alvo de apelações. Do total de recursos, 12 foram julgados, e 16 estão praticamente em via de julgamento, segundo Thompson.
O ex-presidente Lula, condenado por Moro à perda de funções públicas por 19 anos, só poderá ser preso e ficar inelegível após a decisão de segunda instância, no caso, a 8ª Turma do TRF-4.
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