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Porto Alegre, terça-feira, 04 de julho de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara dos Deputados

Notícia da edição impressa de 05/07/2017. Alterada em 04/07 às 20h56min

Zveiter é o relator da denúncia contra Temer

Sergio Zveiter

Sergio Zveiter


Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados/JC
O deputado federal Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) foi escolhido ontem para ser o ser relator da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
A decisão foi anunciada na abertura da sessão pelo presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), após uma sessão em que predominaram discursos a favor e contra Temer e críticas da tropa de choque do presidente à PGR e aos irmãos Batista, da JBS.
Zveiter é do partido de Temer, mas deputados da oposição afirmam que ele tem indicado intenção de agir de forma descolada do Palácio do Planalto. Os governistas queriam emplacar na relatoria os peemedebistas Jones Martins e Alceu Moreira, ambos do PMDB do Rio Grande do Sul.
Antes da sessão, Pacheco afirmou não ter sido alvo de pressão e explicou os critérios que diz ter levado em conta para escolher o relator.
"O critério de escolha do relator haverá sempre de ser o que seja aquele que tenha conhecimento jurídico sólido para poder dar um parecer com critérios técnicos em relação a este assunto, que tenha a independência de não estar intimamente ligado ao governo nem a oposição, que possa levar este processo com isenção e competência", afirmou Pacheco.
Antonio Claudio Mariz de Oliveira, advogado de Temer, apresentará a defesa técnica do presidente no colegiado hoje. O presidente da CCJ disse que é "provável" que o advogado faça a defesa oral logo após a leitura do relatório e ao final das discussões no colegiado.
Na tarde de ontem, outro defensor do presidente, o advogado Gustavo Guedes, foi à CCJ para buscar detalhes do rito que será adotado na comissão. A partir da entrega da defesa, a comissão conta cinco sessões para que o relatório seja apresentado e votado pelos integrantes do colegiado.
Na CCJ, o governo precisa de maioria simples dos votos. Ou seja, ao menos 34 dos 66 membros do colegiado. Contas preliminares feitas pelos articuladores de Temer na Câmara apontam que o governo ainda não tem os votos necessários para derrotar na CCJ a denúncia de corrupção feita contra o presidente.
Mapas de votação feitos por líderes governistas mostram que o governo tem assegurados apenas 30 votos a favor de Micel Temer entre os 66 integrantes da CCJ. Há 21 indecisos que têm demonstrado insatisfação com o Palácio do Planalto e ameaçam votar contra o presidente.
Depois de a CCJ se manifestar pela admissibilidade da denúncia, é preciso ainda que o plenário da Câmara vote.
O governo quer que isso ocorra antes do recesso parlamentar, no dia 18 de julho.
 
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