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Porto Alegre, terça-feira, 04 de julho de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Política

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operação sépsis

Notícia da edição impressa de 05/07/2017. Alterada em 04/07 às 20h38min

Odebrecht e Lula depõem sobre Cunha e Funaro

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o empresário Marcelo Odebrecht prestaram depoimentos, na tarde de ontem, como testemunhas no processo que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal contra o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o doleiro Lúcio Funaro, no âmbito da Operação Sépsis. A investigação trata de um suposto esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal.
Chamado pela defesa de Funaro, Marcelo Odebrecht - que está preso em Curitiba e depôs por videoconferência - disse não conhecer o doleiro e afirmou se lembrar de apenas uma reunião com Cunha na residência oficial da Câmara.
Sobre influência de Cunha na Caixa, Odebrecht disse que "todo mundo dava como certo que Fabio Cleto (ex-vice-presidente da Caixa) estava dentro da área de influência de Eduardo Cunha", no depoimento prestado ao juiz Vallisney de Souza Oliveira.
Apresentando mais um panorama geral do que detalhes sobre as investigações, o herdeiro do Grupo Odebrecht disse que nunca pagou diretamente propina a Cunha e que não tinha controle de pagamentos ao então deputado. Afirmou que os contatos de Cunha com o Grupo Odebrecht eram concentrados em três ex-executivos (também delatores), Fernando Cunha Reis, Benedicto Júnior e Cláudio Melo Filho; e que eles é que poderiam dar mais informações.
Odebrecht, no entanto, disse ter conhecimento de que o presidente Michel Temer (PMDB) fazia parte do grupo de Cunha e de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na Câmara dos Deputados. "O Cláudio Melo me disse da relação muito próxima entre Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. E me dizia que o presidente Michel Temer fazia parte desse grupo (de Cunha e Henrique Eduardo Alves na Câmara)", afirmou Marcelo Odebrecht. "Cláudio Melo é a pessoa que tem a informação direta, porque tudo que eu vir a falar é o que escutei dele", disse.
Sobre o Porto Maravilha, Marcelo Odebrecht disse não saber se houve tratativas ilícitas entre a Odebrecht e Cunha envolvendo os projetos relacionados, diante do questionamento feito pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira sobre se ele tinha conhecimento de uma reunião entre Cunha, Cleto e membros de Carioca Engenharia, Odebrecht e OAS.
Lula também depôs por videoconferência. Incluído pela defesa de Cunha como testemunha, o ex-presidente negou ter conhecimento sobre a influência de Eduardo Cunha na vice-presidência da Caixa Econômica Federal ou que ele tivesse exercido influência na indicação de Fabio Cleto como vice-presidente do banco.
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