Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 03 de julho de 2017. Atualizado às 12h21.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

Alterada em 03/07 às 12h23min

Cabral recebeu R$ 122,8 milhões de empresas de ônibus

Ex-governandor do Rio teria recebido propina de empresas entre os anos de 2010 de 2016

Ex-governandor do Rio teria recebido propina de empresas entre os anos de 2010 de 2016


YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
As investigações do Ministério Público Federal que levaram à deflagração da Operação Ponto Final, nesta segunda-feira (3), pela Polícia Federal, revelaram que o ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB) recebeu R$ 122,8 milhões em propinas de empresas de ônibus entre os anos de 2010 de 2016 - ele deixou o cargo, em favor de seu vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em 2014.
O esquema alcançaria mais de R$ 260 milhões, pagos a políticos e agentes públicos. Três pessoas foram presas entre ontem e hoje: o empresário Jacob Barata, considerado "o rei do ônibus do Rio", o presidente da Federação das Empresas de Transportes do Estado, Lélis Teixeira, e o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários, que fiscaliza o setor, Rogério Onofre. Segundo o MPF, "os pagamentos de propinas foram feitos nos moldes dos realizados pelas empreiteiras, só que dessa vez no setor de transporte público com o objetivo de garantir tarifas e contratos com o Governo do Estado do Rio".
Rogério Onofre, enquanto presidente do Detro, recebeu R$ 44 milhões em propinas pagas pelas empresas de ônibus, diz o MPF. Os valores eram recolhidos nas empresas de ônibus. "Para o MPF, o esquema de corrupção encontra-se organizado a partir de quatro núcleos básicos: núcleo econômico, formado pelos executivos das empresas organizadas em cartel; o núcleo administrativo, composto por gestores públicos do governo do Estado, os quais solicitaram/receberam propinas; núcleo operacional cuja principal função era promover a lavagem de dinheiro desviado; núcleo político, integrado pelo líder da organização Sergio Cabral", diz nota do MPF. A operação Ponto Final decorre das investigações das Operações Calicute e Eficiência.
A PF se baseou em delações premiadas do doleiro Álvaro Novis e do ex-presidente do Tribunal de Contas do Rio Jonas Lopes, alvos de operações anteriores da PF. A operação foi uma parceria entre a PF e o Ministério Público Federal. Oitenta agentes estão participando. Segundo a Polícia Federal, foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão.
Barata foi preso no aeroporto internacional Tom Jobim, prestes a embarcar para Lisboa. Ele divulgou nota, através de sua assessoria de imprensa, informando que tem negócios na cidade, e que ia para lá regularmente. A PF já estava com sua prisão na mira, e a antecipou quando soube da viagem.
A Fetranspor reúne 10 sindicatos de empresas de ônibus que atuam no Estado. O Detro é responsável pela fiscalização dos transportes intermunicipais no Estado.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia