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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de julho de 2017. Atualizado às 22h30.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 01/08/2017. Alterada em 31/07 às 22h06min

O desafio da segurança pública nas grandes cidades

Segurança, junto com educação e saúde, são as principais preocupações dos brasileiros nos dias atuais. E isso vale especialmente para as grandes cidades do Brasil, Porto Alegre incluída.
A capital gaúcha e a Região Metropolitana concentram cidades que são palco de um número de crimes muito acima do tolerável, isso considerando inclusive indicadores de crimes graves, como homicídios e latrocínios.
A situação é péssima e a sensação de insegurança é um problema constante para todos os gaúchos. Menos mal que o governo do Estado está chamando novos policiais militares para suprir as baixas deixadas pelas aposentadorias na Brigada Militar e na Polícia Civil.
Também é elogiável a recente Operação Pulso Firme, que transferiu presos de alta periculosidade para presídios federais em outros estados do País. Evidentemente, é preciso muito mais para resolver o problema e as autoridades parecem estar conscientes disso.
No Rio de Janeiro, as Forças Armadas foram chamadas para dar um basta a uma situação de calamidade, onde a violência foi muito além da banalização, com mortes corriqueiras por armas de fogo em todo o estado fluminense.
O governo federal já cogita, inclusive, manter o Exército colaborando com as forças de segurança do Rio até o final de 2018, para dar um mínimo de normalidade ao cotidiano dos habitantes daquele estado.
O reforço é considerável: desde sexta-feira, são cerca de 10 mil homens das Forças Armadas, Polícia Rodoviária Federal e Força de Segurança Nacional. Os oficiais chegam a ser saudados pela população nas ruas, demonstrando a falta que fazia a presença do poder público.
Até mesmo na maior cidade da América Latina, São Paulo, onde se concentra boa parte do PIB nacional, há carências no setor de segurança pública. A metrópole paulista não ficou imune à crise financeira que afeta o País e projeta um déficit financeiro de R$ 7,5 bilhões em 2017. E isso afetou todas as áreas.
Por isso, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), passou o chapéu em empresas chinesas de segurança, atrás de doações de equipamentos para seu programa de monitoramento de ruas, o City Câmeras. É um dos pontos do programa Cidade Segura, que já descobriu bandidos distribuindo pedras de crack dentro de bisnagas de pão.
Hoje, o monitoramento da capital paulista tem 1.400 câmeras e interage com o Detecta, sistema anticrime importado de Nova Iorque pelo governo do estado de São Paulo, por R$ 30 milhões. Para o prefeito paulista, as doações foram, realmente, um "negócio da China".
Em visita a quatro das maiores empresas chinesas, com sua estratégia de pedidos, ele recebeu R$ 8,5 milhões em presentes para a capital paulista. Os chineses doaram 4 mil equipamentos - mil de cada fabricante visitado pelo prefeito, das quatro maiores fábricas do ramo: Hikvision, Dahua, ZTE e Huawey. Feitas as instalações, todas terão as imagens transmitidas on-line e exibidas em um site específico do City Câmeras.
Doria falou sobre sua proposta de implantar uma Parceria Público-Privada (PPP) para o setor de segurança e destacou o papel que São Paulo tem de disseminar tecnologias no Brasil. Aproveitando a experiência paulista, Porto Alegre deve completar o seu cercamento eletrônico, para diminuir o índice de furtos e roubos de veículos, alguns sendo latrocínios.
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