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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de julho de 2017. Atualizado às 23h57.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 26/07 às 19h19min

O Refis e os empresários

Olavo Schuller Maciel
Não é fácil ser empresário no Brasil e em especial com generalizações. Empresário virou sinônimo de safado, porque o Joesley Batista é desonesto, porque o Marcelo Odebrecht é etc. Existem empresas com milhares de funcionários e milhares com poucos colaboradores. Eu já tive 140, hoje tenho 40. As pequenas respondem com menor participação no PIB, mas com imensa participação na geração de empregos.
Mas quando o governo cria Refis ou vários outros programas, olha todas como se fossem iguais. Dá o mesmo tratamento para a minha empresa do que para a Gerdau, ou Votorantim, ou o açougueiro da esquina.
Quando atraso o ICM uma semana, tenho que pagar uma multa de 20%, embora a inflação seja de 6% ao ano. Com impostos federais, se você fica inadimplente em R$ 1 mil, em pouco tempo, isso vira R$ 2 mil, com juros, multas e honorários advocatícios. Quando o Refis te dá um desconto, ele na verdade está te cobrando o que você deixou de pagar e mais um pouco. Tira menos que estava tentando fazer.
Parece que o governo está presenteando com o Refis, que está tirando dinheiro da saúde para beneficiar empresários, mas não é assim. É como um banco cobrar 15% ao mês no cartão e, ao final de um ano de atraso, te cobrar com 50% de desconto. Presente? Não, apenas te cobrou 300% do que te emprestou. Isso não é dito e não aparece, parece que não foram pagos R$ 220 bilhões em impostos, na verdade devem ter sido R$ 70 bilhões. O que aumenta a raiva contra as empresas que estão tentando sobreviver e dar empregos.
Empresário
 
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