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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de julho de 2017. Atualizado às 23h57.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 26/07 às 20h09min

Liberar contas inativas do FGTS ajudou a economia

Que o período que o Brasil vive há cerca de dois anos é de antagonismo ideológico exacerbado, poucos ainda têm dúvidas. Tal a realidade escancara os problemas brasileiros. Por isso, críticas são uma rotina, focando governantes da União, do Estado e dos municípios.
No entanto, poucos divulgam uma solução. Pois, em nível federal, o governo tomou uma atitude que aliviou a situação financeira de alguns milhões de brasileiros, entre os quais as dívidas e a inadimplência estão presentes também cotidianamente.
Foi a correta decisão de liberar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) inativo, ação que diminuiu o endividamento das famílias e tem, ou já teve, impacto direto na atividade econômica brasileira.
Acontece que os saques do FGTS injetaram bilhões de reais na economia nacional, um valor nada desprezível e que estava parado em contas, algumas há muitos anos. Como pertenciam, de direito, aos titulares, foi justa a medida.
Entre março e julho de 2017, foram sacados R$ 41,8 bilhões das contas inativas do FGTS. Esses recursos fizeram aumentar as vendas de varejo, em especial de supermercados, celulares e automóveis. Notou-se também redução do uso de cheque especial e cartão de crédito, o que aponta para a diminuição do endividamento das famílias brasileiras. Os dados são oficiais, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
Por meio deles, constata-se o impacto positivo na economia dos recursos liberados do FGTS. A maioria dos recursos foi utilizada para quitar dívidas, ou 36% do total sacado, na perspectiva de sair da inadimplência e poder voltar ao consumo.
Nessa mesma linha, dados do Serasa indicam redução do endividamento das famílias com carnês de loja, com queda de 1,6% em março de 2017 ante março de 2016; e com cheque pré-datado, uma queda de 0,6% em maio e junho deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Está ocorrendo a quitação de dívidas com os recursos sacados do FGTS ou, então, a opção pela compra à vista ou com entrada e uso de linhas de crédito mais favoráveis.
Não se trata, evidentemente, de fazer apologia política, mas é a constatação de algo real e do qual não se pode duvidar. São fatos baseados em números, não argumentos. O abatimento de milhões de brasileiros pelas dificuldades por que estão passando pode ofuscar a realidade de atos administrativos positivos.
É o caso do FGTS das contas inativas liberado, mas também a presença de cerca de mil policiais nas ruas do Rio Grande do Sul. Da mesma forma, é elogiável que o prefeito da Capital tenha simplificado acordos para Parcerias Público-Privadas com o município.
Afinal, o Brasil, o Rio Grande do Sul e Porto Alegre pertencem à população, e não podemos ficar apenas desolados e criticando quando acontecem atos, ações e atitudes positivas, como as citadas.
Acreditar na saída da crise mantendo o ritmo de trabalho quando possível, seja empresário micro, pequeno, médio ou grande; ou empregado público ou do setor privado, isso é que ajudará, além, é claro, de medidas positivas por parte dos governantes.
Apenas criticar e ficar desolado não ajudará em nada, ainda que se compreenda o abatimento geral no Brasil. Mas não podemos desistir de ter esperança.
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