Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 20 de julho de 2017. Atualizado às 23h09.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 21/07/2017. Alterada em 20/07 às 20h14min

A imoral e desumana Previdência Social

Ricardo Bergamini
Talvez seja mais fácil lidar com os socialistas arrependidos do que com os capitalistas envergonhados (Roberto Campos). Em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (INSS), destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas), com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários), gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 152,2 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.512,92).
Em 2016, o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) - União, 26 estados, Distrito Federal e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) - gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.727,27).
Resumo do resultado previdenciário de 2016 do RPPS (servidores públicos): União (civis e militares), déficit previdenciário de R$ 77,2 bilhões; governos estaduais, déficit previdenciário de R$ 89,6 bilhões; e governos municipais, superávit previdenciário de R$ 11,1 bilhões. Totalizando déficit previdenciário do RPPS da ordem de R$ 155,7 bilhões.
Em 2016, a Previdência Social brasileira total (RGPS e RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 307,9 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (Cofins e CSSL, dentre outras pequenas fontes), que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela Previdência, tais como os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da População Economicamente Ativa (PEA). Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.
Cabe lembrar que, no ano de 2016, houve uma renúncia previdenciária da ordem de R$ 43,4 bilhões com exportações, simples nacional e com entidades filantrópicas, dentre outras de menor significância. Arquivos oficias do governo estão disponíveis aos leitores.
Analista financeiro
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia