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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de julho de 2017. Atualizado às 12h24.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 20/07/2017. Alterada em 21/07 às 18h04min

A decisão na mão dos gaúchos

Sillas Neves
Muito tem se discutido acerca da proposta do Executivo de privatizar a CEEE, a CRM e a Sulgás. O assunto ganhou ainda maior destaque a partir da decisão do Legislativo de realizar plebiscito sobre o tema. Agora que a questão irá para decisão da população, o deputado Marcel van Hattem (PP) propôs a inclusão, na consulta popular, da privatização do Banrisul, da Corsan e da Procergs.
Os defensores da manutenção de referidas companhias a cargo do Estado argumentam que a lucratividade dessas empresas tem trazido divisas para o caixa do governo. Os apoiadores da privatização, por outro lado, alegam que a venda dessas instituições geraria fundos para fazer frente ao déficit orçamentário, além de possibilitar a adesão do Rio Grande do Sul ao programa de recuperação fiscal proposto pela União.
O que interessa, no entanto, é nos perguntarmos qual é o papel do Estado? Algumas dessas empresas são, de fato, lucrativas, mas o simples fato de gerarem resultado é o que realmente importa? Queremos que o Estado seja responsável pela distribuição de energia elétrica, exploração de carvão, comercialização de gás e outros, ou queremos que ele centralize suas atividades nas áreas de saúde, educação e segurança?
Hoje, temos um Estado que é responsável por tudo e não faz nada bem-feito. Ele é burocrático e lento na tomada de decisões. É inconcebível tratarmos tais corporações como necessárias ao Estado quando o que vemos é a sua utilização como moeda de troca entre os políticos. As atividades empresariais na mão do Estado apenas alimentam a burocracia.
Portanto, caberá a nós, como consumidores dos serviços dessas empresas, decidirmos se queremos continuar pagando a conta dessa ineficiência estatal. A privatização é a oportunidade de colocar o Estado nos eixos novamente e de termos melhores serviços para a população.
Advogado e associado do IEE
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Comentários
Fabrício Aguirre 24/07/2017 11h58min
Se a Procergs fosse incompatente, o estado não contrataria os serviços. Ela é uma empresa de mercado e não tem exclusividade alguma. Só vence os contratos pela competência técnica que tem. Ao ser vendida, vai cair a qualidade dos serviços, como acontece em qualquer operação deste tipo.
Fabrício Aguirre 24/07/2017 11h50min
Se desfazer de patrimônio para pagar juros da dívida é das piores soluções. Além disto, são empresas lucrativas. Se privatizadas, vão gerar problemas sociais em suas áreas de atuação, principalmente a CRM.
Juarez Ivan Canez da Cunha 22/07/2017 19h40min
Cada absurdo que se lê! Sou leigo em vários assuntos, mas não sou "toupeira". É sabido que se desfazer das estatais, que tem um compromisso social essencial ao estado, não vai resolver nem um pouco os problemas de segurança, saúde e educação. O que vai resolver o problema do estado é tirar todos esses políticos incompetentes que só sabem mamar nos recursos do estado com uma máquina pública inchada por diversas instituições ineficientes, omissas e burocratizadas demais, somente com reforma políti