Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 19 de julho de 2017. Atualizado às 23h59.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Uruguai

Notícia da edição impressa de 20/07/2017. Alterada em 19/07 às 21h06min

Começa a venda legal de maconha

Consumidores fizeram fila em frente às farmácias habilitadas em Montevidéu e outras cidades

Consumidores fizeram fila em frente às farmácias habilitadas em Montevidéu e outras cidades


MIGUEL ROJO/MIGUEL ROJO/AFP/JC
O Uruguai começou ontem a vender maconha para uso recreativo nas farmácias, como resultado de uma lei pioneira de 2013. A iniciativa, inédita no mundo, faz do país o primeiro a aplicar um controle estatal sobre a produção, a compra e a venda da substância.
A comercialização completa as três etapas previstas na Lei de Regulamentação da Maconha, aprovada durante o governo do então presidente José Mujica (2010-2015), para o acesso ao uso recreativo da droga, e que também estabeleceu as regras para cultivo doméstico e os "clubes canábicos", habilitados desde 2014.
A venda começou em 16 farmácias de 11 dos 19 departamentos do país, que tem menos de 3,5 milhões de habitantes e cerca de mil farmácias em todo o território. Já no primeiro dia, os consumidores fizeram fila nos estabelecimentos habilitados em Montevidéu e várias cidades do interior.
As 4.959 pessoas registradas como consumidoras podem comprar o produto em vasilhas de cinco gramas por 187 pesos uruguaios (cerca de R$ 20,00). Cada uma poderá comprar no máximo dez gramas por semana e até 40 gramas por mês. Não é preciso revelar nenhum tipo de dado pessoal, já que o acesso à erva se dá por um sistema que reconhece a impressão digital.
Serão distribuídas duas variedades de maconha, que foram denominadas Alfa I e Beta I, ambas com média de 2% de tetrahidrocanabinol (THC), o componente psicoativo da planta. A Alfa I é um híbrido de predominância índica e 7% de cannabidiol (CBD) e tem efeitos psicoativos que se manifestam em nível físico. Já a Beta I é um híbrido de predominância sativa com 6% de CBD e efeitos psicoativos em nível cerebral.
A produção que circula nas farmácias foi cultivada com sementes que chegaram do exterior por meio de duas empresas adjudicatárias do Estado, Symbiosis e International Cannabis Corp. "Foi um esforço sumamente importante", declarou o engenheiro agrônomo Eduardo Blasina, sócio da Symbiosis, que acrescentou que, durante os três anos e meio que se passaram desde a aprovação da lei até a distribuição da substância, a empresa trabalhou sem receber "nem um peso".
As plantas, que foram cultivadas em um prédio contíguo ao Presídio de Libertad, situado no departamento de San José, são "suaves em sua composição", segundo o agrônomo.
"Não vão dar uma experiência transformacional de percepção, simplesmente vão permitir desfrutar do sabor e de uma sensação muito leve", comentou Blasina sobre a substância que o Estado oferece nas farmácias. Ele ressaltou que as pessoas que querem experimentar sensações "mais sofisticadas" podem ter acesso à substância através das outras duas vias: o cultivo doméstico ou os clubes canábicos.
As três vias de acesso à substância são excludentes entre si e requerem o registro perante o Instituto de Regulamento e Controle do Cannabis (Ircca), encarregado de fiscalizar e controlar a regulamentação e a implementação da lei.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia