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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de julho de 2017. Atualizado às 00h09.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 19/07/2017. Alterada em 18/07 às 20h46min

Colômbia se distancia de Maduro e pede 'desmonte' da Constituinte

Em Havana, Manoel Santos (c) pediu que Cuba interceda junto a Maduro

Em Havana, Manoel Santos (c) pediu que Cuba interceda junto a Maduro


ADALBERTO ROQUE/ADALBERTO ROQUE/AFP/JC
Um dos últimos aliados da Venezuela na região, a Colômbia vem dando sinais cada vez mais claros de afastamento do regime de Nicolás Maduro, tanto de parte do governo como da oposição. 
O presidente Juan Manuel Santos, que passou os últimos três anos tratando de não fazer críticas diretas ao mandatário do país vizinho - afinal, Maduro teve papel-chave nas negociações e na conclusão do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) -, voltou à carga nesta semana, pedindo que o colega "desmonte a Constituinte e busque uma solução negociada com a oposição".
Santos já havia pedido que Maduro desistisse da eleição da Assembleia Constituinte, programada para o dia 30. Em resposta, o presidente vem confrontando Santos, dizendo que, se ele seguir com essa campanha, o venezuelano poderia colocar entraves à implementação do acordo de paz com a ex-guerrilha.
Em sua visita a Raúl Castro, em Havana, na segunda-feira, Santos pediu ao cubano que interceda junto a Maduro para que desista da Constituinte e inicie diálogos com a oposição.
Enquanto isso, o principal pré-candidato da oposição às eleições presidenciais da Colômbia no ano que vem, o senador Iván Duque, apadrinhado por Álvaro Uribe, entregou ontem uma denúncia contra o líder venezuelano na Corte Penal Internacional de Haia.
O documento, elaborado por congressistas colombianos, ligados ao Centro Democrático (partido de Uribe), e chilenos, da aliança Chile Vamos, de direita, afirma que o regime venezuelano vem cometendo vários delitos listados pelo Estatuto de Roma. 
"Entre eles, o assassinato, a deportação e o transporte à força de oposicionistas, prisões e privações injustas de liberdade, tortura e perseguição, além do desaparecimento de pessoas", diz o texto do documento.
Para Duque, "os governos da América Latina estão dizendo palavras muito bonitas nos salões de encontros multinacionais, mas na prática não vêm fazendo nada". Junto ao deputado chileno Felipe Kast, derrotado por Sebastián Piñera nas primárias presidenciais, Duque afirmou que esse bloco de parlamentares dos dois países iria acompanhar e observar a resposta da Corte, pedindo que esta "abra o mais rápido possível uma investigação formal a Maduro".
 

Oposição anuncia governo, nomeação de juízes e greve geral para amanhã

A oposição da Venezuela deve anunciar hoje um governo de união nacional e convocar uma greve para amanhã. Além disso, na sexta-feira, a Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, deve nomear novos integrantes para o Tribunal Supremo de Justiça, em um confronto aberto com a principal corte do país, atualmente controlada pelo chavismo.
Os oposicionistas pressionam o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a desistir de seu projeto de Assembleia Constituinte, marcada para 30 de julho. O deputado
Freddy Guevara afirmou que a greve será um "mecanismo de pressão para a escalada definitiva que será a próxima semana".
A Mesa da Unidade Democrática (MUD), aliança da oposição, afirma que a consulta popular do domingo lhe deu legitimidade para mudar a composição do Tribunal Supremo e para pressionar para que não aconteça a Assembleia Constituinte. Maduro, porém, não deu sinais de que recuará da iniciativa.
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