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Porto Alegre, terça-feira, 04 de julho de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Geral

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Mobilidade urbana

Notícia da edição impressa de 05/07/2017. Alterada em 04/07 às 21h37min

Obra inacabada prejudica moradores do Humaitá

Motivo da interrupção é uma pendência com as empresas responsáveis

Motivo da interrupção é uma pendência com as empresas responsáveis


FREDY VIEIRA/FREDY VIEIRA/JC
Suzy Scarton
Projetada para qualificar o trânsito na Zona Norte de Porto Alegre, a obra de duplicação da avenida Ernesto Neugebauer, no bairro Humaitá, acabou prejudicando a vida de quem passa por lá, seja de carro, a pé ou de ônibus. Isso porque os trabalhos de pavimentação e infraestrutura estão paralisados desde março, e, de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), não há previsão de retomada.
Enquanto isso, os moradores precisam se virar. O trecho mais prejudicado fica entre as ruas Um e Dona Teodora, onde os trabalhos inacabados formaram buracos enormes que, além de perigosos, interromperam a passagem de ônibus. Os pedestres, agora, acabam dividindo a calçada com motociclistas.
O aposentado Carlos Antônio Schuler, de 59 anos, mora na avenida desde que nasceu. Ele conta que o principal problema que surgiu com a intervenção é o alagamento completo da região em dias de chuva. "Não tem nenhuma boca de lobo, fica tudo alagado, a água invade a minha casa, atravessando o pátio, até chegar na rua de trás."
Além disso, Schuler conta que motoristas costumam cair nos buracos à noite, uma vez que não há nenhum tipo de sinalização. Ele lamentou o posicionamento da prefeitura, que não aparece para tocar a obra há meses. "Piorou tudo, estragou tudo. Viramos os flagelados do Humaitá", resume o aposentado.
O motivo da interrupção nos trabalhos é uma pendência financeira com as empresas responsáveis pela execução. A Smim e a Secretaria Municipal da Fazenda informaram, por meio de nota, que o valor total da dívida é de R$ 5,3 milhões, sendo que R$ 2,3 milhões são de contrapartida da prefeitura, e R$ 2,5 milhões, de financiamento da Caixa Econômica Federal. A Smim explicou que, para retomar a obra, há necessidade de aprovação de recurso para formalizar aditivo de R$ 1,8 milhão.
Em outros trechos da avenida, a pavimentação já foi concluída. O trecho que recebe a intervenção é entre a rua Dona Teodora e a BR-290.
Os trabalhos começaram em abril de 2016. O projeto prevê uma nova pavimentação nos 2.680 metros da via, a construção de um passeio com 1,5 metro, duas faixas de rolamento com seis metros de largura, implantação de ciclovia e iluminação, além de uma nova rede de drenagem. 
A obra estava orçada, na época, em R$ 17,1 milhões, liberados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do governo federal. Quando começou, tinha término previsto para o segundo semestre deste ano.

Conclusão da duplicação da Tronco deve levar pelo menos mais três anos

Os problemas causados pela paralisação das obras na avenida Tronco, na Zona Sul de Porto Alegre, foram discutidos ontem em reunião da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana da Câmara Municipal.
Iniciada em maio de 2012, a duplicação da avenida, que abrange os bairros Teresópolis, Cristal e a Vila Cruzeiro, previa, no projeto original, a extensão da via em 5,3 quilômetros, a implantação de ciclovia e de corredor de ônibus, tratamento paisagístico e reassentamento de 1,4 mil famílias. Os trabalhos, no entanto, estão parados desde outubro de 2016, sendo que apenas 30% foram concluídos.
O responsável pela obra, engenheiro Larry Rivoire Junior, da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade (Smim), explicou que a falta de recursos do Executivo interrompeu o andamento dos trabalhos, com o atraso no pagamento do consórcio de empresas que atua na obra e na realocação das cerca de 160 famílias que ainda permanecem na região.
Em 19 de junho deste ano, o Legislativo aprovou um projeto de lei do Executivo que autoriza o financiamento de até R$ 120 milhões para finalizar as obras remanescentes da Copa do Mundo de 2014. Entretanto, Rivoire disse que ainda não foi informado sobre a retomada da obra. Ele estima que a conclusão ocorra em três anos após o reinício das atividades.
"Precisamos de, no mínimo, um ano para resolver a parte financeira e remover as casas que ainda estão no local. Levamos cinco anos para fazer 30% das obras. Se for proporcional, levará mais sete ou oito anos para completar o restante", declarou o engenheiro.
Enquanto a situação burocrática não se resolve, a comunidade enfrenta problemas com violência, esgoto a céu aberto e falta de iluminação na região. Segundo um dos coordenadores do Fórum de Delegados do Orçamento Participativo, Michael Santos, os moradores sofrem com a insegurança e tendo que pedir autorização para andar pelo local. Ele relatou que há buracos nas calçadas e dificuldade de mobilidade.
"O município tem que dar uma resposta. Isso é urgente, é sobre a viabilidade de acesso", alertou Santos, citando como exemplo o acesso ao postão da Cruzeiro e às escolas e às creches do local. Além disso, muitas famílias estão há meses sem receber o aluguel e o bônus social da prefeitura.
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