Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 01 de agosto de 2017. Atualizado às 11h35.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Educação

Notícia da edição impressa de 01/08/2017. Alterada em 01/08 às 11h37min

Crise acelera demissões de docentes no Ensino Superior

Instituições devem intensificar cortes no segundo semestre na retomada das aulas

Instituições devem intensificar cortes no segundo semestre na retomada das aulas


FLAVIA DE QUADROS/ARQUIVO/JC
Carolina Hickmann
A realidade econômica desfavorável fez com que grandes universidades, como a Pontifícia Universidade Católica (Pucrs), precisassem diminuir significativamente o seu quadro docente. Fontes ligadas ao setor afirmam que cerca de 10% dos mais de 1,2 mil professores da instituição serão demitidos com a virada do semestre letivo, que começa neste mês. Esta, porém, não é uma realidade circunscrita à Pucrs.
No Estado, desde o início do ano até o dia 28 de julho, 1.136 docentes do Ensino Superior privado foram desligados, número que representa 93% do total de demissões no ano passado, de acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande Sul (Sinpro-RS).
O fechamento do primeiro semestre do ano fez com que as instituições de Ensino Superior começassem a sentir as dificuldades financeiras e a falta de turmas para manter o quadro docente no próximo período letivo. A própria Pucrs, em nota, diz que as medidas "buscam manter a integridade econômico-financeira da instituição, que possibilite cumprir com as responsabilidades com os mais de 7 mil profissionais" ligados à instituição.
O presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe-RS), Bruno Eizerik, comenta que em uma crise econômica, o ensino como os demais serviços, sentem tardiamente seus reflexos - que estão agravados também pelas alterações em regras de programas de financiamentos, como o Unipoa e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Apesar de não precisar dados sobre a perda de matrículas, Eizerik garante que houve perdas significativas no número de estudantes. Mesmo assim, as notícias de demissões de professores são recebidas com resistência por parte dos alunos, que cobram maiores explicações através de suas redes sociais e em reuniões com as coordenações dos cursos.
Neste contexto, a preocupação das instituições também recai sobre a razão entre o número de alunos admitidos e os que se formam. "Não adianta eu ter 100 alunos entrando, se eu tiver 200 se formando", lembra Eizerik. Assim, a provável graduação, entre 2017 e 2018, da parte remanescente dos 700 mil alunos que contrataram o Fies em 2014 torna-se um sinal de alerta para o setor em nível de País. O presidente do Sinepe argumenta que, caso não haja a recuperação econômica que é esperada, o movimento pode desequilibrar a balança e gerar ainda mais demissões.
Com o atual cenário, a inadimplência passa a ser um dado preocupante, tendo batido em 9% no ano passado. No Ensino Superior, diferentemente da educação básica, o aluno devedor apenas não refaz a sua matrícula - o que também influencia na equação entre entradas e saídas da universidade. O índice subiu 1,2 pontos percentual entre 2014 e 2016.
O diretor do Sinpro-RS, Marcos Fuhr, corrobora o entendimento de que a crise financeira está castigando as universidades, mas critica "uma postura histórica" de falta de espaço para conversas prévias sobre empregabilidade. Fuhr explica que, somente a Pucrs, reservou 100 horários para rescisões de contratos junto ao sindicato, o que não significa que este seja o número total de docentes demitidos pela instituição.

UPF adia pagamento de mensalidade de alunos e neutraliza danos do Fies

O reitor da Universidade de Passo Fundo (UPF), José Carlos de Souza, admite. "Passamos por um período de dificuldades que quase superamos. Os alunos voltaram depois de dois anos difíceis", conta Souza, ao participar do programa de webvídeo Da Redação, do Jornal do Comércio.
Os anos difíceis foram 2015 e 2016. A causa da depressão, da qual a UPF não é a única a sofrer no mercado gaúcho de universidades comunitárias e confessionais, foi a reviravolta na oferta de recursos do programa de Financiamento Estudantil (Fies), criado e lastreado pelo governo. "O Fies não acompanhou mais a demanda de alunos, e eles desistiram da instituição", descreve o reitor. A perda chegou a 10% das matrículas. Em 2015, 1715 alunos haviam se habilitado ao programa e apenas 260 conseguiram vagas. Confira matéria completa.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia