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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de julho de 2017. Atualizado às 22h30.

Jornal do Comércio

Economia

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Turismo

Notícia da edição impressa de 01/08/2017. Alterada em 31/07 às 21h59min

Dall'Onder investe para tornar-se rede regional

Operação da marca em Bento Gonçalves também passa por ampliação

Operação da marca em Bento Gonçalves também passa por ampliação


ASSESSORIA DE COMUNICÃO DALLONDER/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
Com a meta de tornar-se uma rede regional, o Hotel Dall'Onder de Bento Gonçalves ampliará a oferta de hospedagem em 1.038 apartamentos no período de 2018 a 2020. A primeira nova operação será o Dall'Onder Axter Hotel, em Caxias do Sul, com 204 unidades a partir de abril de 2018.
No mesmo ano, em dezembro, a rede entregará empreendimento em Garibaldi, com 125 apartamentos e, para 2020, está prevista a conclusão de mais um hotel em Bento Gonçalves, com 300 unidades. Os três serão administrados na forma de condomínio, cabendo ao grupo Dall'Onder a gestão. O investimento previsto no hotel de Caxias do Sul é de R$ 60 milhões.
O grupo tem duas operações em Bento Gonçalves. O Grande Hotel Dall'Onder, que pertence ao grupo, e o Vitória, regido pelo sistema de condomínio, estão passando por ampliações, que duplicarão a oferta atual de 409 apartamentos. Tarcísio Michelon, presidente do Dall'Onder Hotel, estima a abertura de 360 postos de trabalho com as novas operações e ampliações.
O empresário palestrou da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul ontem, quando expôs a forma como Bento Gonçalves se transformou, nos últimos 30 anos, num dos principais destinos turísticos do Brasil. Michelon registrou a vocação turística da região da Serra como herança da colonização, que deve nortear as políticas de promoção da atividade. "Não são as paisagens que mais atraem os visitantes, são as pessoas com seu jeito característico", afirmou.
Lembrou que a Serra, no período de 1910 a 1960, foi o principal polo turístico do Estado, condição que perdeu para o Litoral a partir da construção das rodovias e quando se focou na atividade metalmecânica. Um terceiro estágio, iniciado a partir de 1980, consolidou Bento Gonçalves como atrativo turístico, quando Caxias perdeu a capacidade de hospedar a grande demanda de turistas, que começou a ir para a cidade vizinha. "Aqui se investiu nas pessoas, na arquitetura, nas vinícolas familiares, na natureza e em tradições", observou.
Um dos diferenciais é o passeio com o trem Maria Fumaça, responsável por atrair em torno de 300 mil visitantes por ano. O trabalho com as vinícolas fez com que, em pouco menos de 40 anos, Bento Gonçalves saísse de seis para 79 marcas. Em termos de roteiros, Michelon citou o Caminho de Pedras, onde o investimento foi na arquitetura e no desenvolvimento de negócios, hoje na casa de 84, e o Vale dos Vinhedos. O empresário destacou também o turismo de aventura, consolidados em dois parques, e os temáticos, como o da Ovelha e a Epopeia Imigrante.
O executivo lembrou que o desenvolvimento do turismo depende, em essência, da iniciativa do setor privado. Michelon observou que se não pode esperar por consensos para se iniciar o trabalho, citando, por exemplo, o fato de o comércio da área central da cidade não abrir aos sábados à tarde, diferentemente do Interior, onde todos os estabelecimentos abrem.
Ele argumentou que não adianta ficar reclamando do poder público quando não se toma iniciativas para atrair o turista. Michelon citou, como exemplo, o investimento de US$ 1 milhão do Hotel Dall'Onder na restauração das casas do Roteiro Caminho de Pedras. Ainda defendeu que a consolidação do turismo depende da realização de eventos permanentes e não temporários, como as festas da região, que são importantes na promoção do destino. "Bento Gonçalves sedia em torno de 1 mil eventos por ano", disse. Michelon ressaltou que a cidade tem como principal visitante o que vem de veículo, não mais as tradicionais excursões de ônibus. "O turismo de massa ficou com Gramado; Bento está com o turismo de elite", salientou.
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