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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de julho de 2017. Atualizado às 22h30.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 01/08/2017. Alterada em 31/07 às 22h29min

Conta de luz fica mais cara a partir de hoje

Brasileiros pagam R$ 3,00 a mais na tarifa a cada 100 kWh

Brasileiros pagam R$ 3,00 a mais na tarifa a cada 100 kWh


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
A conta de luz vai ficar mais cara a partir de hoje. Com o aumento do custo para geração de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), informou na sexta-feira que para agosto a bandeira tarifária será a vermelha, no patamar 1. Neste estágio, a conta custa R$ 3,00 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Ou seja, além da tarifa cobrada pela distribuidora da região, será acrescido R$ 3,00 para cada 100 quilowatts-hora. Em julho a bandeira tarifária foi a amarela. Nesta situação, a conta fica R$ 2,00 mais cara para cada 100 kWh. Em junho, foi acionada a bandeira verde, que não traz custo adicional ao consumidor.
O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pelo órgão regulador, que avalia o preço da energia, o volume de chuvas e a situação dos reservatórios das hidrelétricas em todo o País para tomar uma decisão.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento. Como a energia das termelétricas custam mais caro, a Aneel sobe o preço da conta.
A cor da bandeira é impressa na conta de luz e indica o custo da energia em função das condições da geração. As bandeiras tarifárias somente não são aplicadas ao estado de Roraima e algumas regiões da Amazônia que não estão ligadas ao sistema nacional de distribuição de energia elétrica.
A bandeira vermelha é ativada quando é preciso acionar mais usinas termelétricas, devido à falta de chuvas. Os consumidores devem intensificar o uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios neste período, para compensar a sobretaxa, recomendou a Aneel.
A situação dos reservatórios, um dos itens que compõem a tarifa de energia, é mais preocupante no Nordeste. Na região, os reservatórios operam com 15,56% da capacidade. No Sudeste e no Centro-Oeste, juntos, o nível de armazenamento está em 38,8%. No Sul, a situação é mais tranquila: 72,81%. Os patamares são inferiores aos registrados no fim de junho, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Consumidor deve analisar perfil antes de optar por tarifa branca, diz analista

A partir de 1 de janeiro de 2018, os consumidores poderão solicitar a adesão à tarifa branca de energia elétrica, que é a adoção de preço diferente para a energia de acordo com o horário de consumo. Com a tarifa branca, a energia consumida fora do horário de pico será mais barata, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Entretanto, é importante que cada consumidor conheça o seu perfil de consumo na hora de optar entre a tarifa branca e a convencional.
O analista de mercado da Proteste, Rafael Bomfim, alerta que a tarifa branca pode ser muito boa ou muito ruim, dependendo do perfil de consumo. Para ele, quem optar por essa tarifa tem que ser capaz de aproveitar os horários fora de ponta. "Conheça bastante as regras e verifique a possibilidade de se adaptar aos melhores horários da tarifa", disse. "Se é um consumidor que tem a rotina rígida, não é aconselhável."
Com as novas regras, nos dias úteis o preço da energia poderá ser dividido em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. As faixas variam de acordo com a distribuidora. O horário de ponta, com a energia mais cara, terá duração de três horas, na parte da noite. A intermediária será sempre uma hora antes e uma hora depois do horário de pico. Nos feriados nacionais e nos fins de semana, o valor é sempre fora de ponta.
Aderir à tarifa branca será opcional e estará disponível para as novas ligações e com unidades que consomem mais de 500 quilowatts-hora (kWh) por mês. Em um prazo de 12 meses, será oferecido para unidades com média anual de consumo superior a 250 kWh por mês e, em até 24 meses, para as demais unidades consumidoras.
Atualmente, existe apenas a tarifa convencional, que tem valor único cobrado pela energia consumida e é igual em todos os dias, em todas as horas. A tarifa diferenciada não valerá para os grandes consumidores, como as indústrias, nem para quem é incluído na tarifa social de energia.
Para aderir à tarifa branca, os consumidores precisam formalizar sua opção na distribuidora, e quem não optar por essa modalidade continuará sendo cobrado pelo sistema atual. "Nós alertamos para o consumidor não migrar por impulso para a tarifa branca, para não ter surpresa ruim na conta", disse Bomfim, explicando que será possível retornar para a cobrança convencional, caso o consumidor não se adapte.
Também será preciso instalar um novo tipo de medidor de energia. A troca deverá ser feita em até 30 dias e os custos do medidor e do serviço serão de responsabilidade da distribuidora. No site da Aneel, estão disponíveis exemplos de situações em que é mais vantajoso migrar para a tarifa branca.
A tarifa branca cria condições que incentivam alguns consumidores a deslocar o consumo dos períodos de ponta para aqueles em que a rede de distribuição de energia elétrica tem capacidade ociosa.
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