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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de julho de 2017. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Habitação

Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 26/07 às 22h13min

Crédito imobiliário recua 9,1% no primeiro semestre

Volume de unidades financiadas caiu 22% em junho em relação a 2016

Volume de unidades financiadas caiu 22% em junho em relação a 2016


/NELSON ALMEIDA/AFP/JC
No primeiro semestre deste ano, os valores de financiamento imobiliário com recursos da poupança foram 9,1% menores que no mesmo período de 2016. Os dados foram divulgados ontem pela Abecip (Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
As concessões de empréstimos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), financiados com recursos de poupança, chegaram a R$ 20,6 bilhões entre janeiro e junho deste ano.
No mês de junho, o crédito cresceu 6,5% ante maio, mas diminuiu 11,1% em relação ao mesmo mês de 2016.
A comparação com junho do ano anterior é ainda pior no número de unidades financiadas, indicador em que houve queda de 22%. Já no mercado de imóveis usados, houve melhora de 9,7% nos financiamentos em relação à primeira metade do ano passado.
"Havia uma expectativa de que a retomada ia acontecer no primeiro semestre deste ano, o que não se concretizou", afirmou Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da associação.
"Ainda assim, a melhora nos imóveis usados é um indicador antecedente da recuperação", diz. Outro índice positivo, segundo ele, é o aumento de 6,5% nos recursos da poupança no semestre ante o mesmo período de 2016.
Abreu afirmou que o pior momento para os distratos de imóveis (ou seja, cancelamento de vendas efetuadas) já passou, mas que a possibilidade de os compradores desistirem de unidades adquiridas ainda depende de regulamentação para que o mercado opere de forma sadia. "O pior cenário é não termos regras para os distratos", avaliou.
De acordo com o presidente da entidade, a Abecip apoia a proposta de regras para os distratos segmentadas conforme o valor dos imóveis, mas ainda há discussões ao redor do tema, principalmente no que tange aos direitos dos consumidores. Ele disse, contudo, que se forem aprovadas do jeito que estão, as regras são positivas para o mercado imobiliário, uma vez que os compradores de imóveis que desejam manter suas unidades também precisam ser protegidos pela regulamentação.
Pela proposta em discussão, a construtora teria direito a ficar com o custo da corretagem e até 20% do valor que já foi pago pelo comprador, desde que o total não ultrapasse o patamar de 5% do valor do imóvel, regra que seria válida para imóveis de R$ 235 mil ou R$ 300 mil.
Já para imóveis acima desse valor, a empresa teria direito ao custo da corretagem mais até 50% das prestações já pagas, desde que o total não supere 10% do valor do ativo. Há discussões, porém, em relação ao valor limite de imóveis sobre o qual incidirá a multa pela rescisão dos contratos e ainda sobre a penalidade para a construtora no caso de atraso de entrega da obra.
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