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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de julho de 2017. Atualizado às 22h57.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 25/07/2017. Alterada em 24/07 às 21h22min

Incerteza política atenua retomada do Brasil, diz FMI

Obstfeld destacou os baixos números de expansão da América Latina

Obstfeld destacou os baixos números de expansão da América Latina


MANAN VATSYAYANA/MANAN VATSYAYANA/AFP/JC
O aumento da incerteza política e as dúvidas sobre as próximas medidas econômicas do presidente Michel Temer vão se refletir em um ritmo de recuperação da atividade mais contido, avalia o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório de atualização de projeções divulgado ontem durante evento na Malásia. A projeção é que a economia brasileira deva crescer 0,3% este ano, um dos menores níveis entre os principais mercados do mundo.
Para 2018, o FMI projeta expansão de 1,3%, abaixo do 1,7% que previa no relatório "Perspectiva Econômico Mundial" divulgado em abril, durante a reunião de primavera da instituição, em Washington. A redução da projeção é por causa da crise política e da fraca demanda doméstica, segundo o documento divulgado nesta segunda-feira.
Ao mesmo tempo, a estimativa para 2017 teve leve alta na comparação com o relatório de abril, de 0,2% para 0,3%. A razão é que os números do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre acabaram surpreendendo positivamente.
Um dos pontos positivos ressaltados pelo FMI sobre o Brasil no relatório agora divulgado é a "forte queda" da inflação, que contrasta com o movimento de outros emergentes, onde os índices de preços têm tido comportamento mais estável e mesmo os países desenvolvidos, onde se esperava aceleração da inflação, movimento que vem ocorrendo em ritmo mais suave que o projetado.
Ao mesmo tempo, o relatório do FMI ressalta que "renovadas incertezas políticas" pressionaram o real, que teve desvalorização logo após a delação da JBS vir a público. Apesar do cenário mais incerto no Brasil, os fluxos de capital internacionais têm mostrado resistência e continuaram aportando no Brasil e em outros mercados emergentes.
O fim da recessão no Brasil e na Argentina deve ajudar a América Latina a voltar a registrar crescimento positivo, destaca o FMI. A projeção é que após contração de 1% em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) da região cresça 1% em 2017 e 1,9% em 2018. Ainda na região, as estimativas para o México foram revisadas para cima e o país deve crescer 1,9% este ano.
Apesar da volta ao crescimento na América Latina, os números ainda seguem abaixo das médias históricas, afirma o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, em comentários apresentados durante a apresentação do relatório na Ásia.
"A América Latina continua lutando contra um crescimento menor comparado com o resto e rebaixamos as perspectivas para a região durante os dois próximos anos", disse Obstfeld.
O FMI calcula que América Latina e Caribe crescerão em conjunto 1% em 2017 e 1,9% em 2018, cálculo que é 0,1% inferior, em ambos os casos, ao previsto há três meses.
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