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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de julho de 2017. Atualizado às 10h40.

Jornal do Comércio

Economia

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contas públicas

Alterada em 24/07 às 10h40min

Dívida pública federal fecha junho em R$ 3,357 trilhões, revela Tesouro

O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 3,22% em junho, quando atingiu R$ 3,357 trilhões. Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira (24) pelo Tesouro Nacional. Em maio, o estoque estava em R$ 3,253 trilhões.
A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 34,36 bilhões em junho, mês em que houve ainda um resgate líquido de R$ 70,26 bilhões. A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 3,31% e fechou o mês passado em R$ 3,233 trilhões.
Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 0,91% maior, somando R$ 123,99 bilhões (US$ 37,48 bilhões) no sexto mês do ano.
Os estrangeiros diminuíram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em junho. A participação dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da DPMFi caiu de 13,42% em maio para 12,90% no mês passado, somando R$ 417,14 bilhões, segundo os dados divulgados pelo Tesouro. Em maio, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 419,94 bilhões.
A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve alta de 22,16% em maio para 22,97% em junho. No mesmo período, os fundos de investimentos aumentaram a fatia de 23,17% para 23,59%. Já as instituições de Previdência tiveram diminuição na participação de 26,21% para 25,52% na mesma base de comparação.
A parcela da Dívida Pública Federal a vencer em 12 meses caiu de 15,16% em maio para 14,96% em junho. O prazo médio da dívida caiu de 4,54 anos para 4,41 anos na mesma base de comparação. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 11,23% ao ano em maio para 11,40% ao ano no mês passado.
A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 34,97% em maio para 35,09% em junho, informou o Tesouro. Os papéis atrelados à Selic, por sua vez, aumentaram a fatia de 30,47% para 30,85% da DPF na mesma base de comparação.
No início do ano, o Tesouro anunciou as novas metas do Plano Anual de Financiamento (PAF), incorporando uma estratégia de emitir mais LFTs - título pós-fixado com rentabilidade atrelada à variação da taxa Selic - devido à disposição do órgão em assumir "um pouco mais de risco", tendo como contrapartida a redução do custo. A mudança também incluiu as metas de longo prazo, com alta de 15% para 20% no porcentual de LFTs a ser perseguido para que seja alcançado o chamado "perfil ótimo".
A mudança ocorre num momento de flexibilização da política monetária e busca da consolidação do ajuste fiscal. O aumento da parcela dos títulos atrelados à taxa flutuante também considerou a avaliação do Tesouro que a venda desses títulos, com prazos maiores de vencimento, é melhor do ponto de vista de custo e risco da dívida do que os prefixados de curto prazo.
Em junho, os títulos remunerados pela inflação caíram para 30,25% do estoque da DPF, ante 30,66% em maio. Os papéis atrelados ao câmbio, por sua vez, diminuíram a participação na DPF de 3,91% em maio para 3,82% no mês passado.
Todos os papéis estão de acordo com o intervalo traçado nas novas metas do PAF. O objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2017 é manter a parcela de 32% a 36% da DPF, enquanto os papéis remunerados pela Selic devem ficar entre 29% e 33%. No caso dos que têm índices de preços como referência, a meta é de 29% a 33% e, no de câmbio, de 3% a 7%.
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