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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de julho de 2017. Atualizado às 23h14.

Jornal do Comércio

Economia

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relações internacionais

Notícia da edição impressa de 21/07/2017. Alterada em 20/07 às 21h18min

Protecionismo agrícola atrapalha acerto, afirma FEE

Adriana Lampert
Apesar de uma recente troca de ofertas para que o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) finalmente seja assinado, ainda não há perspectiva de que irá ocorrer, pelo menos não em 2017. O principal entrave é a entrada de produtos agrícolas do Mercosul na Europa. Segundo pesquisa da Fundação de Economia e Estatística (FEE) publicada na revista Panorama Internacional - produzida pela entidade -, embora haja vontade da parte do Mercosul de concluir esta questão, um empecilho é a persistência do protecionismo agrícola europeu.
A celebração de acordos de livre-comércio é uma das prioridades do governo Michel Temer no âmbito da política externa brasileira. "Alguns analistas entendem que o contexto é favorável para a implementação do acordo", destaca a publicação da FEE. Outros pesquisadores, no entanto, acreditam que não há possibilidades de o acordo se concretizar. Discutido desde a década de 1990, o acordo teve muitos altos e baixos, tendo sido interrompido algumas vezes. Retomada em 2004 e depois em 2011, a negociação é importante para a abertura de mercados e a redução de tarifas e barreiras nas negociações para ambos os blocos. No Rio Grande do Sul, um dos setores que poderia se beneficiar seria o calçadista, observa o economista da FEE André Scherer.
"Perduram vários obstáculos para um desfecho positivo para aqueles favoráveis ao tratado", afirma o pesquisador da FEE Ricardo Fagundes Leães. As principais adversidades para a viabilização do projeto de livre-comércio entre o Mercosul e a UE incluem dois fatores: o receio, por parte de produtores agrícolas europeus, de que o acordo signifique um prejuízo frente à concorrência com os sul-americanos; e as manifestações de grupos políticos com uma postura de oposição genérica à assinatura de um acordo com a UE. "Neste último caso, estes grupos consideram que esse processo representa uma capitulação dos interesses nacionais em relação aos dos europeus, inviabilizando uma estratégia autônoma de desenvolvimento regional", afirma Leães.
Scherer lembra que, mesmo que o acordo fosse concluído em curto prazo, ainda levaria tempo para entrar em vigor. "Os setores produtivos de cada bloco precisam validar esta nova troca de ofertas, para que sejam ratificadas pelos parlamentos de todos os países envolvidos. Isso deve demorar."
Segundo o Gabinete de Estatísticas da UE (Eurostat), em 2016, havia 8,73 milhões de pecuária em atividades agropecuárias nos países do bloco, o que representava 3,99% do total dos empregados.
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