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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de julho de 2017. Atualizado às 23h59.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 20/07/2017. Alterada em 19/07 às 23h57min

PIB deve fechar ano entre 0% e 0,5%, prevê Serasa

Estimativa da entidade é que a inflação encerre 2017 em 3%

Estimativa da entidade é que a inflação encerre 2017 em 3%


/CLÁUDIO FACHEL/PALÁCIO PIRATINI/JC
A despeito do golpe que a gravação da JBS acertou na economia em maio, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ainda encerrar 2017 com algum crescimento, previu ontem o economista-chefe da Serasa Experian, Luís Rabi. Pelos exercícios feitos pela entidade, a economia brasileira deverá evoluir algo entre 0% e 0,5% ao longo deste ano.
A explicação, de acordo com o economista, é que o governo, apesar do impacto sofrido, conseguiu agir rápido ao ponto de aprovar algumas matérias, entre elas a reforma trabalhista. Será um ano de baixo crescimento, diz ele, mas não será tão ruim como se imaginava nos primeiros momentos depois da deflagração da crise.
A inflação, que afeta o bolso do consumidor, encerrará o ano em 3% em termos anualizados, segundo a previsão da Serasa. Já a balança comercial deverá fechar com superávit de R$ 60 bilhões. "O Brasil continua atraindo investimentos que continuarão financiando o déficit das transações correntes, mantendo o câmbio estável, dando espaço para mais cortes da Selic, e as reformas devem continuar", previu Rabi.
Isso não quer dizer que o cenário para aprovação da reforma da Previdência não tenha piorado, destaca o economista. Para ele, as chances de aprovação da reforma previdenciária se reduziram de 80%, antes da divulgação das gravações da JBS, em 17 de maio, para algo como 50% agora. Diante desta dificuldade, Rabi acredita que, no cenário mais provável, o governo deverá aumentar a carga tributária para conseguir fechar suas contas.
É neste cenário que contempla aumento de impostos que o economista da Serasa Experian prevê uma taxa menor de crescimento do PIB neste ano, no intervalo de 0% a 0,5%. "A economia vai continuar crescendo, mas a uma taxa baixa por conta do aumento da carga tributária", previu.
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