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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de julho de 2017. Atualizado às 23h59.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 20/07/2017. Alterada em 19/07 às 21h02min

Poucos brasileiros adotam o consumo consciente

Pesquisa mostra maior preocupação com a redução dos gastos

Pesquisa mostra maior preocupação com a redução dos gastos


/SPENCER PLATT/GETTY IMAGES/AFP/JC
Com o objetivo de compreender se os brasileiros caminham em direção ao consumo sustentável e equilibrado e também acompanhar as mudanças nos hábitos de compra e outras ações cotidianas, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), calcularam pelo terceiro ano consecutivo o Indicador de Consumo Consciente (ICC), que atingiu 72,1%, permanecendo estável em relação a 2016, quando estava em 72,7%. O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente.
Em uma escala de 1 a 10, os entrevistados dão nota média de 8,7 para a importância do tema consumo consciente, mas apenas 28% dos brasileiros podem ser considerados consumidores conscientes de fato - sem diferença estatística em relação ao ano passado. As opiniões dos entrevistados nem sempre correspondem às atitudes tomadas por eles mesmos em relação ao consumo sustentável: a nota média atribuída à autopercepção de ser um consumidor consciente é 7,6.
O indicador segmenta os consumidores em três categorias, de acordo com a intensidade da prática dos comportamentos considerados adequados: "consumidores conscientes", que apresentam frequência de atitudes corretas acima de 80%; "consumidores em transição", cuja frequência varia entre 60% e 80% de atitudes adequadas e "consumidores nada ou pouco conscientes", quando a incidência de comportamentos apropriados não atinge 60%. Grande parte dos entrevistados são consumidores ainda em transição (56%) - com aumento de oito pontos percentuais em relação a 2016 - mas a maioria considera que a adoção de hábitos e práticas de consumo mais conscientes, como a economia de água e energia, redução do consumo e maior reaproveitamento das coisas, sejam importantes (92%).
"O consumidor brasileiro ainda possui desempenho abaixo do que é considerado ideal. Porém, na comparação com o ano passado, os consumidores começaram a associar mais frequentemente o consumo consciente não apenas a aspectos financeiros", explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Em 2016, o principal benefício percebido pelos entrevistados era o de economizar e fazer o dinheiro render mais (37%), já em 2017, 25% consideram como a principal vantagem da prática do consumo consciente a satisfação por fazer algo positivo para o futuro das próximas gerações e 23% acreditam que é economizar e fazer o dinheiro render mais - 21% acreditam que é a sensação de estar fazendo o que é certo.
Para elaborar o indicador, foi realizada uma pesquisa com uma série de perguntas para investigar os hábitos, atitudes e comportamentos que fazem parte da rotina dos brasileiros. Estas questões permearam as três dimensões que compõem o conceito de consumo consciente, e todas elas obtiveram resultados abaixo do desempenho considerado ideal de 80%: práticas ambientais, práticas financeiras e práticas sociais.
 

Indicador de consumo consciente

Práticas ambientais (preocupações e cuidados com o meio ambiente e consumo de água e luz)74% dos entrevistados adotam:
Principais atitudes trocar ou doar produtos que não estão mais em uso (88%)
Evitar imprimir papéis (76%)
Preferir passeios ao ar livre do que fazer compras (73%)
Fechar as torneiras enquanto escova os dentes (94%)
Controlar o valor da conta mês a mês, visando economizar (88%)
Ensaboar a louça com a torneira da pia fechada (87%)
Apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados (94%)
Controlar o valor da conta de luz mensalmente (89%)
Ter a maioria das lâmpadas da casa fluorescentes (84%)
Práticas financeiras (habilidade para lidar com os apelos do consumismo e a capacidade de gerenciar as finanças)70%
Principais atitudesavaliar se pode pagar pelo produto sem comprometer o orçamento (92%)
Deixar de comprar produtos novos se pode consertar ou usar outros (88%)
Sempre pesquisar os melhores preços (87%)
Controlar o valor da conta mensal de telefone (86%)
Controlar os impulsos de compra (86%)
Engajamento social (disposição do consumidor para pensar coletivamente, medindo as consequências de suas ações na sociedade) 72%
Principais atitudeseconomizar água e luz (90%)
Passar seu tempo livre com a família e os amigos do que ir a shoppings ou fazer compras (86%)
Apoio ao controle da propaganda (81%)
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