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Porto Alegre, terça-feira, 18 de julho de 2017. Atualizado às 18h09.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 18/07 às 18h10min

Dólar testa patamar de R$ 3,15 após derrota de Trump e cenário político tranquilo

O dólar teve mais um dia de queda ante o real acompanhando o movimento no exterior, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofrer mais um revés no Congresso, reduzindo, assim, as chances dele implementar uma série de reformas prometidas e maiores gastos com infraestrutura e, consequentemente, novos apertos monetários. Um ambiente mais tranquilo internamente devido ao recesso parlamentar também contribuiu para o movimento baixista, assim como a alta do petróleo.
Após mais dois senadores republicanos anunciarem ontem que não apoiarão a reforma na saúde, impossibilitando a aprovação da proposta de substituição do Obamacare, o líder da situação no Senado, Mitch McConell, admitiu a derrota. A situação gerou preocupação entre os investidores mundo afora. "A derrota de Trump hoje mostra carência de capital político e coloca em dúvidas as reformas que o mercado defendia para aquecer a economia, como a reforma tributária", destacou o operador da corretora da H.Commcor Cleber Alessie Machado Neto.
O governo americano argumentava que a reforma na saúde liberaria verba para outros gastos, por exemplo em infraestrutura. Para Bruno Foresti, gerente de câmbio do Banco Ourinvest, a derrota reduz a percepção da quantidade de aumentos de juros nos EUA, uma vez que a reforma na saúde era parte importante para o corte de impostos que Trump queria implementar. "Isso pode gerar um crescimento mais lento na economia e, com o Fed (Federal Reserve) diminuindo seu balanço patrimonial, devemos ver apenas mais uma alta de juros no fim deste ano e no próximo ano não devemos ter três aumentos, como era esperado anteriormente", explicou Foresti.
O dólar foi influenciado ainda pelo recesso parlamentar. Especialistas de mercado apontam que o dólar tem encontrado oportunidade para cair desde a aprovação da reforma trabalhista no Senado, ajudado ainda pela condenação do ex-presidente Lula e, consequentemente, a percepção de que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que julgará em segunda estância, acatará a denúncia, de modo que ele fique inelegível em 2018.
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,87%, aos R$ 3,1552, na menor cotação desde 17 de maio (R$ 3,1340), quando estourou a crise política com a delação da JBS. O giro financeiro somou US$ 1,19 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1547 (-0,88%) e, na máxima, aos R$ 3,1765 (-0,20%). No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 0,89%, aos R$ 3,1635. O volume financeiro movimentado somou US$ 11,89 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1620(-0,93%) a R$ 3,1845 (-0,23%).
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