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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de julho de 2017. Atualizado às 00h09.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Notícia da edição impressa de 19/07/2017. Alterada em 18/07 às 23h49min

Vitrines voltam a exibir produtos para o inverno

Wanderleia Andersen, vendedora da Tithãs, comemora interesse dos clientes por casacos mais pesados

Wanderleia Andersen, vendedora da Tithãs, comemora interesse dos clientes por casacos mais pesados


FREDY VIEIRA/FREDY VIEIRA/JC
Adriana Lampert
Mal baixou a temperatura e as vendas do comércio da Capital já sinalizam melhoras, ainda que tímidas, em torno de 15%. Para os lojistas, a semana se iniciou com repaginação das vitrines que, com a onda de calor da semana passada (quando os termômetros marcaram 27°), estavam expondo produtos de outras estações. Boa parte do comércio de roupas, calçados e eletrodomésticos, inclusive, já vem aplicando descontos para escoar estoques, ainda que faltem mais de 60 dias para o fim do inverno. Esta vantagem, somada à necessidade dos consumidores de se aquecerem, impulsionou a demanda de segunda e terça-feira.
"Estamos vendendo muitas mantas, toucas e luvas, mas ainda não teve muita saída de casacos", comenta a vendedora da loja Artemis, Fabiana Oliveira, emendando que, na semana passada, a procura era por vestidos de verão e alpargatas. Dependendo do produto, a loja está com descontos de 20% a 50% de desconto, diz a vendedora. Proprietária do outlet Mademoiselle, a empresária Simone Fankhauser comenta que as consumidoras que estavam "segurando o dinheiro", começaram a investir em roupas quentes. "Estamos com uma boa procura de calças forradas e casacos de lã batida, mas já vamos investir na aquisição de roupas de meia-estação", pondera a lojista. "Pensando em estocagem, o inverno já acabou."
Em uma recente pesquisa do Sindicato do Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas Porto Alegre), com a demora na queda das temperaturas, 85% dos comerciantes indicaram que as vendas tinham sido prejudicadas até o começo da semana na cidade, com um recuo médio de 33%. Em contrapartida, com a recente queda nas temperaturas, a expectativa dos lojistas cresceu: segundo 35% dos entrevistados, as vendas até o final da estação devem crescer uma média de 5,5%.
"Existe uma relação clara entre a queda de temperatura e o aumento nas vendas. Muitos lojistas reforçam estoques de peças de inverno e acabam não vendendo quando está mais quente", avalia presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse. A vendedora da loja Thithãs, Wanderleia Andersen, confirma: "Os casacos estavam todos parados nas prateleiras, mas agora melhorou". Para garantir a saída dos produtos, a Thithãs baixou os preços das peças, que estão com descontos de R$ 50,00 ou abatimento de 30% nos itens mais leves.
A estratégia tem se repetido em outras lojas. Nas unidades da Von Von, de moda feminina e infantil, e na Otello, de moda masculina - todas no bairro Bom Fim - também há produtos em oferta. No entanto, segundo os responsáveis pelas lojas, ainda não dá para dizer que o movimento melhorou significativamente. "Teve alguma saída de jaquetas de nylon", comenta o gerente da Otello, Jossué Gomes. "Nos próximos dias é que iremos sentir a diferença de vendas", pondera a assistente administrativa da Von Von, Laura Gomes.
"Quando o frio aumenta, cresce também a necessidade de comprar utensílios para aquecimento. Esses produtos de maior custo favorecem os lojistas", completa o dirigente do Sindilojas - Porto Alegre. Na Ferragem Igor, a procura por aquecedores e estufas está "muito boa" desde segunda-feira, garante a supervisora da loja, Keren Santos. Segundo ela, somente ontem pela manhã ocorreram pelo menos três vendas de eletrodos do gênero.

Saque do FGTS inativo aumentou intenção de compras, diz a CNC

Bens duráveis, de maior valor, tiveram aumento na procura

Bens duráveis, de maior valor, tiveram aumento na procura


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajudou a aumentar a intenção de compras do brasileiro em julho, segundo Juliana Serapio, assistente econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) teve uma leve alta de 0,2% em julho ante junho, para 77,3 pontos. Em relação a julho do ano passado, houve um aumento de 12,5%. "Houve um aumento, principalmente, na intenção de compras de bens duráveis. A gente atribui isso a um saldo do FGTS que foi usado no consumo. Pesquisas mostram que boa parte dos recursos do FGTS foi usado para quitar dívidas, mas sobrou também para consumir", disse Juliana Serapio.
Após duas elevações consecutivas, o item Momento para Duráveis apresentou ligeira queda de 0,1% em julho ante junho, mas, em relação a julho de 2016, o componente teve um salto de 25,8%, o oitavo aumento consecutivo.
Segundo Juliana, as elevações expressivas na comparação com o mesmo mês do ano passado são decorrentes de uma base de comparação muito baixa. Mas também houve contribuição recente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mostrou deflação de 0,23% em junho, e dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que registraram criação de vagas formais em junho, pelo terceiro mês consecutivo.
"O mercado de trabalho é a principal variável para o aumento no consumo", lembrou a assistente econômica da CNC. No ICF de julho, o componente Emprego Atual cresceu 0,3% em relação ao mês anterior, para 107,5 pontos, único subitem acima da zona de indiferença de 100 pontos. Na comparação anual, o crescimento foi de 6,9%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual foi de 31,3%, ante uma fatia de 31,2% em junho.
Já o componente Perspectiva Profissional ainda reflete a preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho. O subitem teve queda de 1,1% em relação a junho, para 95,5 pontos. Na comparação com julho do ano passado, entretanto, houve aumento de 2,1%.
O componente Nível de Consumo Atual apresentou a maior variação anual desde fevereiro de 2016, com aumento de 24,2% ante julho do ano passado, além de crescimento de 1,8% ante junho. Ainda assim a maioria das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que o do ano passado (58,6% do total). O subitem Perspectiva de Consumo teve queda de 0,2% em relação ao mês anterior, mas registrou aumento de 32,4% na comparação com julho de 2016.
O subitem Acesso ao Crédito, com 70,4 pontos, cresceu 1,5% na comparação com o mês anterior.

Financiamento de veículos atinge 145 mil unidades no primeiro semestre no Estado

Os financiamentos de veículos no Rio Grande do Sul somaram 145.059 unidades novas e usadas no primeiro semestre do ano, aumento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados consideram automóveis leves, motos e pesados.
O levantamento é da B3, empresa resultante da combinação de atividades da BM&FBovespa, e da Cetip, depositária de títulos privados da América Latina. Nos seis primeiros meses do ano, as vendas financiadas de automóveis leves totalizaram 128.851 unidades, entre novas e usadas, alta de 10,8% em relação ao mesmo período de 2016. Também foram financiadas 9.795 motos no período no Estado, queda de 1,9% na comparação anual. O Sul possui o segundo maior volume de financiamentos de veículos em todo o Brasil.
No primeiro semestre do ano, a região acumulou 498.245 vendas de veículos a crédito, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2016. Deste total, os automóveis leves foram responsáveis por 87% das negociações, somando 432.565 unidades financiadas. O total de veículos financiados no Brasil no primeiro semestre do ano somou 2.425.796 unidades, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros, alta de 7,4% em relação ao mesmo período de 2016. Desse total, veículos novos somaram 845.217 unidades vendidas a crédito.
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