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Porto Alegre, terça-feira, 18 de julho de 2017. Atualizado às 14h44.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 18/07 às 14h48min

Bolsas da Europa fecham em queda, influenciadas por euro valorizado e bancos

Os principais índices acionários da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira, 18, em meio a um euro valorizado e expectativas em relação às negociações da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o Brexit, além de indicadores de inflação daquele país. O indicador ZEW de sentimento econômico, que registrou queda para 17,5 em julho, de 18,6 em junho, também contribuiu para um ambiente menos propenso a ativos de risco. Todos esses fatores fizeram o índice pan-europeu Stoxx-600 cair 1,11%, para 382,58 pontos.
No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 2,6% em junho ante igual mês do ano passado, o que representou uma desaceleração se comparado aos 2,9% registrados em maio. Mesmo diminuindo o passo, a inflação britânica continua acima da meta de 2% do Banco da Inglaterra (BoE, nas sigla em inglês).
O dado provocou queda da libra frente o dólar, mas não o suficiente para estimular o apetite por risco. Pesou sobre o FTSE 100 o setor bancário, contaminado pelo balanço do Goldman Sachs, que revelou queda de 3% na receita de investimentos do segundo trimestre, e o índice fechou em queda de 0,19%, aos 7.390,22 pontos. Entre os destaques negativos estão o Barclays, com recuo de 1,91%, e o Royal Bank of Scotland, com perda de 0,99%.
Com o resultado do ZEW sugerindo que os investidores estão menos confiantes em relação ao terceiro trimestre, o DAX caiu 1,25% (12.430,39 pontos), com parte dos investidores realizando lucros. O Deutsche Bank também foi influenciado pelo balanço do Goldman Sachs e fechou em queda de 2,51%, a maior do índice. Nesta quarta-feira, 19, os investidores permanecem atentos às conversas sobre o Brexit e também à reunião de política monetária do Japão.
A força do euro ante o dólar afetou os exportadores franceses, o que refletiu no CAC-40. O índice recuou 1,09%, para 5.173,27 pontos. As ações dos bancos locais, assim como no Reino Unido e na Alemanha, também caíram. O BNP Paribas recuou 1,67%; o Société Generale perdeu 1,64%.
Com boa parte do índice FTSE Mib sob forte influência bancária, o desempenho da Bolsa de Milão seguiu seus pares, terminando em queda de 0,59%, aos 21.358,20 pontos. Ficaram entre os destaques negativos o Mediobanca (-2,05%), o UniCredit (-1,77%) e o Banco BPM (-0,83%).
Em Madri, o Urbas Grupo Financiero teve forte queda de 5,26% e, junto com o Santander, que caiu 0,89%, liderou a movimentação do índice Ibex 35. Ele registrou queda de 1,19%, para os 10.524,50 pontos.
Lisboa destoou dos outros índices, com o PSI 20 fechando em alta de 0,30%, aos 5.308,44 pontos. O melhor desempenho foi justamente do Banco Comercial Portugues, que subiu 2,66%. 
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