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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de julho de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 18/07/2017. Alterada em 17/07 às 22h31min

Caged é o melhor para o semestre desde 2014

Campo garantiu os resultados positivos alcançados no mês de junho

Campo garantiu os resultados positivos alcançados no mês de junho


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, chamou atenção para o fato de a geração líquida de vagas formais de emprego no primeiro semestre de 2017, de 67.358 postos, representar o melhor resultado desde o primeiro semestre de 2014. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pela pasta.
"Tivemos em junho o quarto mês de geração de empregos em 2017. Queríamos estar comemorando números melhores, mas o Brasil possui suas especificidades", comentou o ministro. "Podemos destacar o setor agropecuário, que foi importante em junho, e alguns subsetores da indústria de transformação." De acordo com o Caged, a agropecuária gerou, sozinha, 36.827 vagas com carteira assinada em junho. Na prática, foi o setor que garantiu o resultado positivo do mês passado, de 9.821 vagas. Por outro lado, setores importantes da economia, como a indústria de transformação (-7.887 vagas) e a construção civil (-8.963 vagas), apresentaram fechamento de postos de trabalho no mês passado.
"Os setores que ficaram negativos no Caged foram influenciados por fatores regionais. A indústria foi mais negativa no Sul e no Sudeste", exemplificou Nogueira. "Mas não há anomalia geral em setores que apresentaram números negativos", disse.
O ministro reconheceu que existe uma queda de emprego na indústria em setores mais dinâmicos, como os do Sudeste e do Sul, mas lembrou que, em outras regiões, não houve baixas no setor. "Quedas na indústria e serviços estão mais concentradas no Sul e Sudeste. Mas Norte e Nordeste têm dados positivos", pontuou. Para o ministro, a economia dá sinais de recuperação, sendo que esta retomada "se estabelece de forma segura".
O coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mario Magalhães, disse que "2014 foi o último ano em que tivemos resultados positivos. 2015 e 2016 são anos específicos da crise". Ele lembrou que 2014 foi um momento de crescimento econômico acelerado, enquanto 2017 é um ano de retomada.
Magalhães lembrou ainda que a agropecuária tem dois movimentos distintos no Brasil. No primeiro semestre, há geração de vagas, com picos em abril e maio, e reflexos em junho e julho - o que foi verificado nos números do Caged. No segundo semestre, o ímpeto diminui. Ainda assim, o ciclo agrícola do Nordeste, baseado na cana-de-açúcar e na produção de frutas, contribui para amenizar o movimento no setor. Na prática, a expectativa é de geração de vagas no setor no segundo semestre, mas com números mais contidos.

Para ministro, reforma permitirá gerar 2 milhões de postos em dois anos

Nos próximos dois anos, o Brasil tem capacidade de gerar 2 milhões de postos de trabalho com a reforma trabalhista. Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, com base em estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), este salto se daria em modalidades específicas previstas na reforma.
"São o contrato por jornada parcial, o contrato de trabalho intermitente e o contrato por produtividade. Estes são os novos contratos que surgiram com a reforma", afirmou. "Juntos, poderão gerar 2 milhões de empregos em dois anos."
Segundo ele, existem hoje no País 38,6 milhões de empregos formais. Daqui a dois anos, o montante chegará aos 40 milhões. "E quem dizia que o trabalhador ia perder direito (com a reforma) vai ter que se explicar daqui para frente", afirmou. "A segurança jurídica é fundamental. Logo o mercado dará sinais de confiança." Questionado durante a coletiva sobre possível reforma ministerial, em função da luta do governo para enterrar a denúncia contra o presidente Michel Temer, Nogueira, que é do PTB, saiu pela tangente. "Sou ministro do Trabalho. Quem defende o conjunto de apoios do governo é o presidente", afirmou.
A respeito da medida provisória que pode regulamentar pontos da reforma trabalhista, Nogueira afirmou que a expectativa é de que ela seja editada logo após o recesso parlamentar. Ele ressaltou, porém, que o fim do imposto sindical obrigatório é definitivo. "O imposto sindical não existe mais, ele é facultativo. A Câmara não será afrontada neste sentido", disse, sobre a possibilidade de a MP restabelecer a obrigatoriedade.

FGTS para quitar dívidas foi opção de 36% dos brasileiros

Estudo do pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão mostra que brasileiros estão usando os recursos das contas inativas do FGTS para pagar dívidas. Do total de R$ 41,8 bilhões sacados até a última sexta-feira, 36% foram para quitar contas atrasadas. Os saques podem chegar a
R$ 43,6 bilhões, já que último grupo de beneficiários tem até o dia 31 de julho para resgatar os recursos. O resultado surpreendeu o governo, já que a expectativa inicial era de que apenas 70% dos saques fossem efetivados. "Mas já estamos chegando aos 100%, cerca de
R$ 43,6 bilhões", diz o secretário da Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos (Seplan), Marcos Ferrari.
Para o ministério, a medida atingiu seu objetivo inicial, que era de reduzir o endividamento das famílias. "Os recursos das contas inativas desafogaram a renda das famílias e permitiu que elas retomassem o consumo. Aliada a atual redução das taxas de juros, a expectativa é de que esses impactos se estendam também para os próximos meses", comentou Ferrari.
Para embasar a tese de que houve redução no endividamento, o estudo compila dados de diversos órgãos e entidades. Entre eles, os das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), divulgado pelo Banco Central (BC).
Segundo o estudo do BC, após o início dos saques do FGTS, houve redução de 4,5% no uso de cheque especial, em abril, e de 15,7% do cartão de crédito, entre março e abril. Contudo, a redução do endividamento ainda é tímida. Dados do BC mostram que o endividamento das famílias passou de 23,4% da renda disponível em fevereiro para 23,2% em abril.
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