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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de julho de 2017. Atualizado às 11h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 12/07/2017. Alterada em 11/07 às 21h22min

Indústria gaúcha tem maior exportação desde 2014

Segmento de veículos apresentou destaque positivo de crescimento

Segmento de veículos apresentou destaque positivo de crescimento


/ASSCOM/APPA/DIVULGAÇÃO/JC
O primeiro semestre de 2017 fecha com resultado positivo para as exportações do Rio Grande do Sul. As vendas externas totais alcançaram US$ 8,3 bilhões, alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2016.
Na análise desagregada, o grupo das commodities aumentou 10,8%, totalizando US$ 2,38 bilhões. A indústria de transformação, por sua vez, conseguiu o melhor primeiro semestre desde 2014, ao embarcar US$ 5,85 bilhões. Porém, parte do crescimento de 6,6% é atribuída à pequena base de comparação, uma vez que as vendas externas do segmento em 2016 haviam sido as mais baixas desde 2009.
"O volume físico exportado pelo setor secundário gaúcho foi menor em comparação com o mesmo período do ano passado, de tal modo que os preços foram determinantes para explicar esse resultado. A retomada, ainda que modesta da demanda externa, representa algum alívio, mas precisamos com urgência de medidas que favoreçam nossa competitividade no exterior", comenta o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller.
A Argentina foi responsável por adicionar US$ 237 milhões dos US$ 363 milhões a mais que a indústria gaúcha exportou de janeiro a junho. Para efeito de comparação, caso o valor dos embarques para o país vizinho em 2017 fosse igual ao de 2016, o total consolidado do setor secundário teria sido de 2,3%, ou seja, 4,3 pontos percentuais a menos ante o efetivo.
Entre os setores, o destaque ficou com veículos automotores, reboques e carrocerias (aumento de 54%). Outras altas ocorreram em químicos (18,2%) e produtos de metal (33,7%). As principais quedas vieram de tabaco (-17,8%) e celulose e papel (-16,3%).
Ainda sobre o acumulado do ano, as importações totais foram de US$ 4,4 bilhões, alta de 20%, consequência da estabilização da atividade econômica e da diminuta base de comparação. Na separação por categoria de uso, bens de consumo (66%), intermediários (22,4%) e de capital (5,4%) registraram avanços. Já combustíveis e lubrificantes sofreram recuo de 10,5%.
Enquanto as exportações da indústria alcançaram US$ 1,18 bilhão em junho, alta de 9,3% ante o mesmo mês de 2016 (70,1% do total das vendas externas gaúchas), o mesmo não aconteceu com as exportações totais. Ao somarem US$ 1,69 bilhão, caíram 6,3% no período, pela forte retração de 30,3% das commodities. Na indústria, os setores de destaque foram tabaco (26,9%), químicos (23,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (19,1%). Já couro e calçados (-8%) e alimentos (-2,2%) registraram as maiores perdas.
 

Principais destinos das exportações (1º semestre 2017/2016)

1º China
( 16,3%, atingindo US$ 2,32 bilhões)
Principal produto: soja
2º Argentina
( 40,2%, US$ 831,4 milhões)
Principal produto: veículos automotores
3º Estados Unidos
( 5,2%, US$ 635,3 milhões)
Principal produto: armas de fogo
Fonte: Fiergs

Vendas externas do agronegócio registram queda em junho

Complexo soja foi o principal responsável pela redução do resultado

Complexo soja foi o principal responsável pela redução do resultado


/APPA - ASSCOM/DIVULGAÇÃO/JC
As exportações do agronegócio gaúcho fecharam o mês de junho em queda. Na comparação com o mesmo período de 2016, a retração foi de 15,9%; já com maio de 2017, o resultado foi 7,2% menor. O setor foi responsável pela comercialização de US$ 1,1370, o que representa 67,4% do total negociado pelo Estado. As informações foram divulgadas pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).
O complexo soja foi o principal responsável pela queda nas exportações. Na relação com junho de 2016, o grão recuou 26%, carnes e cereais também diminuíram 13,2% e 27,1%, respectivamente. Quando comparado com maio de 2017, a oleaginosa teve resultado negativo de 22,6%, e cereais também sofreram queda expressiva de 60,6%.
Apesar dos números finais, alguns produtos registraram aumento nas vendas. É o caso dos grupos fumo (23,6%) e produtos florestais (2,1%) na comparação entre os meses de junho de 2016 e 2017. Mas o grande destaque fica com o grupo frutas que cresceu 1.075%, um salto de US$ 719 mil para US$ 8,464 milhões exportados. Entre junho e maio de 2017, carnes, fumo e produtos florestais apresentaram crescimento de, respectivamente, 8,4%, 80,4% e 32,5%.
No acumulado do ano, o agronegócio exportou US$ 5,276 bilhões, uma leve queda de 0,67% em relação ao mesmo período ano passado. O grupo soja registra crescimento de 7,6% no primeiro semestre em relação a 2016. Carnes (3,9%), principalmente influenciado pela carne suína (21,4%), e milho (65,8%) também se destacaram. Já cereais (-12,2%), fumo (19,8%) e produtos florestais (15,6%) apontam queda. A China continua sendo o principal parceiro comercial, destino de 41,7% do valor exportado do agronegócio.
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