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Porto Alegre, terça-feira, 11 de julho de 2017. Atualizado às 09h48.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

11/07/2017 - 09h17min. Alterada em 11/07 às 09h51min

IGP-M na 1ª prévia de julho recua e fica em -0,95%

O índice é usado para reajuste de contratos de aluguel

O índice é usado para reajuste de contratos de aluguel


JONATHAN HECKLER/JC
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) recuou 0,95% na primeira prévia de julho, após uma redução de 0,51% na primeira prévia de junho. A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula recuo de 2,88% no ano e redução de 1,89% em 12 meses.
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de julho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 1,44%, ante uma redução de 1,07% na primeira prévia de junho. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,12%, depois da alta de 0,13% registrada na mesma prévia do mês anterior. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,06% na prévia de julho, ante um aumento de 1,43% na mesma leitura de junho.
O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 30 de junho. No dado fechado do mês de junho, o IGP-M caiu 0,67%.
Os preços dos produtos agropecuários recuaram 2,70% no atacado, na primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de julho. Na mesma prévia de junho, a queda tinha sido de 0,61%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os produtos industriais no atacado tiveram redução de 1,00% na primeira prévia de julho, ante diminuição de 1,24% na mesma prévia do mês anterior.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os bens finais tiveram queda de 1,29% na prévia de julho, após a elevação de 0,47% na primeira prévia de junho.
Os preços dos bens intermediários tiveram recuo de 0,66% na leitura anunciada hoje, após a redução de 0,27% na primeira prévia do mês passado. Os preços das matérias-primas brutas tiveram queda de 2,57%, ante a redução de 3,95% na mesma prévia de junho.

Energia elétrica ajuda em deflação do índice

A conta de luz mais barata ajudou na deflação de 0,12% registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) na primeira prévia de julho do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). No mesmo período do mês anterior, o IPC-M teve alta de 0,13%.
Cinco das oito classes de despesas tiveram taxas de variação menores, com destaque para o grupo Habitação (de 0,50% na primeira prévia de junho para -0,10% na primeira prévia de maio), com destaque para a tarifa de eletricidade residencial, que passou de 3,32% para -2,44%.
Os demais grupos com decréscimo foram Alimentação (de -0,26% para -0,63%), Transportes (de -0,10% para -0,38%), Despesas Diversas (de 0,37% para 0,05%) e Comunicação (de 0,07% para -0,04%). Os movimentos mais relevantes foram dos itens carnes bovinas (de 0,62% para -1,58%), gasolina (de 0,34% para -2,91%), tarifa postal (de 4,94% para 0,00%) e tarifa de telefone móvel (de 0,03% para 0,00%), respectivamente.
Na direção oposta, houve aumento nas taxas dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,33% para 0,64%), Vestuário (de 0,55% para 0,96%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,05% para 0,07%), sob influência de itens como medicamentos em geral (de -0,20% para 0,23%), roupas (de 0,42% para 1,30%) e show musical (de 0,68% para 1,82%).
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