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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de julho de 2017. Atualizado às 23h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Negócios Corporativos

Notícia da edição impressa de 11/07/2017. Alterada em 10/07 às 22h55min

Mesmo com aval do Cade, compra de ativos da JBS pela Minerva depende da Justiça

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem, sem restrições, o acordo da JBS para a venda de suas operações de carne bovina no Paraguai, Uruguai e Argentina por US$ 300 milhões ao Grupo Minerva. A decisão do Cade está publicada em despacho no Diário Oficial da União (DOU) de ontem.
Mesmo com o aval dado pelo Cade à compra de ativos da JBS pelo grupo Minerva, a operação ainda depende de decisão da Justiça. No mês passado, o juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, barrou a transação, por considerar, entre outros aspectos, "prematura qualquer decisão judicial de liberar a venda de ações requerida, bem como das medidas cautelares", porque haveria, até agora, "fragilidade das provas apresentadas" pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, sobre propinas pagas a políticos com foro privilegiado.
De acordo com fontes do conselho, a autorização do Cade se refere estritamente à área concorrencial. O sinal verde do Cade significa que, do ponto de vista da concorrência, a operação não apresenta problemas.
O Cade analisou a compra, pela Minerva, das empresas JBS Argentina, JBS Paraguay, Industria Paraguaya Frigorífica e Frigorífico Canelones. Na justificativa para a operação, a Minerva justificou que os novos ativos complementariam suas operações e diversificariam a presença geográfica da empresa na América do Sul, enquanto, para a JBS, o negócio reduziria a alavancagem. O entendimento do Cade é que o desinvestimento da JBS só trará problema concorrencial se for vendido ativo para uma outra empresa com muita concentração de mercado.
A transação entre JBS e Minerva ocorrerá por meio de subsidiárias dos dois grupos. Assim, a Pul Argentina, o Frigomerc e a Pulsa, controladas pelo Minerva, vão adquirir a totalidade das ações das subsidiárias da JBS que são detentoras das operações de carne bovina na Argentina (JBS Argentina), Paraguai (JBS Paraguay e Indústria Paraguaya Frigorífica) e Uruguai (Frigorífico Canelones).
O negócio foi fechado como parte dos movimentos do grupo J&F, controlador da JBS, para levantar recursos e sanar eventuais problemas de liquidez de curto prazo após os donos da holding fecharem acordo de leniência com o Ministério Público Federal que fixa uma multa de R$ 10,3 bilhões. A empresa tem uma dívida de
R$ 18 bilhões a vencer no curto prazo.
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