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Porto Alegre, terça-feira, 04 de julho de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Empresas

Notícia da edição impressa de 05/07/2017. Alterada em 04/07 às 22h39min

Confiança dos micro e pequenos empresários cai 5,8% em junho

Representantes dos setores de comércio e serviços enxergam piora do cenário nos últimos meses

Representantes dos setores de comércio e serviços enxergam piora do cenário nos últimos meses


/CLAITON DORNELLES/JC
O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (Icmpe) registrou 46,9 pontos em junho. Comparado com maio, o recuo foi de 2,9 pontos ou, em termos percentuais, uma queda de 5,8%. Na variação anual, o índice supera os 42,9 pontos de junho do ano passado. O indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais acima de 50 pontos, maior é a confiança; quanto mais abaixo, maior a desconfiança. Os dados foram divulgados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
"Ao longo dos últimos anos, a sondagem mostrou que a crise política é fator sempre relevante para justificar o pessimismo com o futuro da economia. Havendo o aprofundamento do impasse político e, por consequência, o adiamento das reformas estruturais, corre-se o risco de a confiança voltar ao patamar do auge da crise, adiando ainda mais a recuperação econômica", analisou o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.
O Indicador de Confiança é formado pelos componentes Condições Gerais e Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Por meio das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.
O Indicador de Condições Gerais, que avalia o retrospecto do micro e pequeno empresário sobre o desempenho de suas empresas e da economia nos últimos seis meses, atingiu 32,2 pontos em junho, ante 34,5 pontos em maio. "Para a maioria dos micro e pequenos empresários, a situação econômica do País e de suas empresas vem piorando com o passar do tempo", diz o boletim.
Para 67% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços, a economia piorou ou piorou muito, enquanto só 10% consideram ter havido melhora. Com os negócios, uma proporção menor, 53%, julga ter havido piora. Entre os empresários que avaliaram que a situação de seu próprio negócio piorou nos últimos seis meses, 66% identificaram a piora com a queda das vendas. Outros 13% dizem que a situação de seu negócio piorou em razão do aumento dos preços de insumos ou produtos, e 8% alegam atuar em um ramo que está em baixa. Além desses, 6% mencionam o crescimento da inadimplência.
O Indicador de Expectativas, que serve de termômetro para avaliar o que o empresário aguarda para o futuro, mostrou que quatro em cada 10 (41%) micro e pequenos empresários estão confiantes com o futuro da economia brasileira. Quando perguntados sobre a realidade da sua empresa, o índice é maior e chega a 53% dos empresários consultados. O percentual de pessimistas com a economia e com os negócios é de 24% e de 14%, respectivamente.
Entretanto 41% dos empresários que se dizem confiantes não sabem explicar a razão de seu otimismo, apenas acreditam que coisas boas acontecerão. Há também 21% que acreditam que a crise política será resolvida e 14% que observam sinais de melhora no cenário macroeconômico. Entre os que estão otimistas com o próprio negócio, 37% também não sabem a razão, 22% acreditam que é devido à boa gestão do próprio negócio, e 14% creem que é devido aos investimentos para enfrentar a crise.
Entre os entrevistados, 45% dos empresários estimam que o faturamento de suas empresas deve se manter estável nos próximos seis meses. Destes, 40% acreditam que deve aumentar, e apenas 8% creem que suas receitas cairão. Entre os que esperam crescimento, 32% não sabem apontar a razão do otimismo, enquanto 20% creditam a melhora à busca de novas estratégias de vendas, e 16% afirmam ter melhorado a gestão da empresa.

Pedidos de falência diminuem 23,5% em junho

Os pedidos de falência caíram 23,5% em junho na comparação com maio e acumularam retração de 12,4% no primeiro semestre deste ano, de acordo com a Boa Vista SCPC. Em relação a junho de 2016, a queda foi de 27,2%. As falências decretadas também caíram na margem e no semestre (-6,7% e -8,2%, respectivamente), assim como os pedidos de recuperação judicial (-35,9% e -26,3%, nessa ordem) e as recuperações judiciais deferidas (-28,3% e -24%, respectivamente).
As empresas pequenas representaram o maior percentual de falências e recuperações judiciais nos primeiros seis meses do ano, respondendo por 86% dos pedidos de falência, 90% das falências decretadas, 90% dos pedidos de recuperação judicial e 91% nos processos deferidos.
Já na divisão por setores, o destaque negativo no semestre é o segmento de serviços, com o maior percentual de pedidos de falência (43%). Até o primeiro trimestre do ano, a indústria tinha o pior resultado, com 39% dos casos, mas foi o setor que teve redução mais significativa na comparação com 2016, com queda de 23%, e agora figura com percentual de 32% nos pedidos de falência. Já o Comércio representou 25% dos pedidos de janeiro a junho. Na avaliação da Boa Vista SCPC, passado o período de intensa retração da atividade econômica, redução do consumo, restrição e encarecimento do crédito, entre outros fatores, as empresas começam a esboçar sinais mais sólidos dos indicadores de solvência. "Fato que deverá continuar, caso confirmado o cenário econômico", diz a instituição em nota.
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