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Porto Alegre, terça-feira, 04 de julho de 2017. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 05/07/2017. Alterada em 04/07 às 21h56min

Economia de Caxias do Sul retoma crescimento

Município da Serra registra sequência de três anos de desempenho econômico com números negativos

Município da Serra registra sequência de três anos de desempenho econômico com números negativos


/LUIZ CHAVES/PREFEITURA DE CAXIAS DO SUL/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
O comportamento da atividade econômica em maio, com números expressivos de crescimento, consolida uma nova fase de expansão produtiva em Caxias do Sul, permitindo, inclusive, a projeção de fechar o ano com números positivos na comparação com 2016. A manifestação foi feita por Alexander Messias, integrante da diretoria de Economia, Finanças e Estatística da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) durante a apresentação do desempenho econômico do quinto mês do ano.
Os dados recentes apontam aumento de 0,5% no acumulado de janeiro a maio em relação ao mesmo período do ano passado. É o primeiro saldo positivo nesta base de comparação desde junho do ano passado. Maio teve papel preponderante no resultado, com incremento de 7,7% sobre igual mês de 2016 e de 6,6% ante abril. Neste caso pesou o maior número de dias úteis e o Dia das Mães, que trouxe, finalmente, algum alento para o comércio, que também apresentou números positivos.
A variação positiva, se confirmada, colocará fim a uma sequência de três anos de baixa. Começou em 2014 com menos 7,4%; no ano seguinte, -18,7%; e, no ano passado, -11,5%. De acordo com Messias, a recuperação destas perdas demandará muitos anos.
A perspectiva otimista, no entanto, pode ser fuzilada pelas incertezas do cenário político, cada vez mais fortes em razão da série de denúncias contra o presidente Michel Temer. "Alguns setores já começaram a ter dificuldades", admitiu Messias. Segundo o economista, em se confirmando as denúncias, é provável que a economia, não apenas a local, mas a nacional, estagne novamente. Até o momento, porém, na avaliação de Messias, a economia tem reagido bem, sem grandes altas na cotação do dólar e sem variações negativas muito fortes na bolsa de valores.
Para Mosár Leandro Ness, assessor de economia e estatística da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), o melhor cenário para a economia brasileira seria formado pelo seguinte tripé: saída do presidente Temer, mas com a manutenção da equipe econômica atual, e a aprovação das reformas em discussão no Congresso.
O Dia das Mães foi determinante para o resultado positivo nas vendas do comércio, que vem acumulando perdas severas nos últimos anos. O setor cresceu, em maio, quase 5% sobre igual mês de 2016 e 17,5% em relação abril. Com isso, conseguiu um incremento mínimo, de 0,25%, no acumulado de cinco meses. Porém, ainda é negativo em 12 meses na ordem de 5%.
Ness destaca que, além do Dia das Mês, um dos setores que mais contribuiu para o resultado foi o de automóveis, caminhões e autopeças novos, com alta de 31% sobre maio do ano passado, acumulando elevação de 12% no ano e de quase 5% em 12 meses. O economista ressalta, porém, que são vendas de veículos de maior valor agregado, adquirido por consumidores de poder aquisitivo mais elevado. "As classes de menor renda ainda não recuperaram a capacidade de consumir", explicou.
Outra preocupação do setor é o aumento de CPFs negativados pelo Serviço de Proteção ao Crédito. Em Caxias do Sul já são 77.090 consumidores sem crédito, 4 mil a mais do que havia em maio do ano passado. "O alto grau de incertezas e a inadimplência elevada são riscos grandes para a operação", sentenciou.
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