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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de julho de 2017. Atualizado às 18h18.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 27/07/2017. Alterada em 27/07 às 18h19min

A ajuda do procurador

Zeca Ribeiro/CÂMARA DOS DEPUTADOS/Divulgação/JC
O deputado federal gaúcho Mauro Pereira (PMDB, foto), um dos poucos que permanecem em Brasília no recesso parlamentar, diz que as declarações do procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, na última semana, "ajudaram muito para que os parlamentares se posicionem contra a aceitação da denúncia a Michel Temer (PMDB)", que será votada pelos deputados em agosto. Segundo o parlamentar, a afirmação do procurador que "o não acatamento da denúncia contra o presidente Temer em nada prejudica o processo, e que ele continuaria sendo investigado depois do término do mandato, sem prejuízo nenhum à Justiça, ajuda muito para uma tomada de posição".
Engavetar o processo
O peemedebista destaca que a informação de Janot tira aquilo que "muitas pessoas ficam falando, de que vão engavetar o processo contra Temer". Baseado nas palavras do procurador-geral, de que caso isso ocorra, não haverá prejuízo nenhum ao processo, e avaliando o momento econômico que o Brasil está vivendo, e que não pode parar, e, além do prejuízo de se ter mais um baque pela retirada de um presidente, que teria que se afastar por seis meses, seria um drama. E a economia afundaria cada vez mais, "não tenho dúvidas de que a denúncia vai ser rejeitada, e ela vai continuar depois que ele terminar o mandato dele".
Desafio para o retorno
Para o deputado Mauro Pereira, o grande desafio para o segundo semestre, após o recesso, é o mesmo de todos que estão preocupados com o País: "o fortalecimento da nossa economia. Nós vamos ter que votar todo projeto que visa à melhoria da economia. Nós temos que votar a reforma da Previdência e a reforma tributária. Agora, o grande desafio é uma reforma tributária, porque hoje nós temos uma carga tributária muito alta para quem paga, e totalmente tranquila para quem é sonegador, e é inadimplente. Porque, infelizmente, nós temos uma categoria de inadimplentes e sonegadores que, pode-se dizer, que é a maioria do País. E eles estão sendo tanto inadimplentes quanto sonegadores, porque a nossa legislação é muito branda. A pessoa sonega e fica inadimplente, e nada acontece".
Reforma política
A reforma política, na avaliação de Mauro Pereira, "vai ser uma pequena reforma que vai acontecer, pode-se dizer, por unanimidade". Ele assinala que existe o interesse tanto dos deputados quanto dos senadores. "É a própria vida deles. Então isso vai acontecer automaticamente, eu nem levo ela em consideração, porque isso aí é já um fato consumado."
Reforma tributária
O paramentar defende que "nós devemos fazer uma reforma tributária tendo um imposto que todos pagam, terminando com essa sonegação e inadimplência". Ele sugere que seja tipo o IVA (Imposto sobre o Valor Agregado) norte-americano. "Trata-se de um imposto sobre o consumo que taxa os produtos, os serviços, as transações, nós vamos ter que trabalhar em cima disso. Nós temos que ter algo parecido aqui no Brasil para poder fazer com que as coisas realmente aconteçam."
Curta
O presidente Michel Temer anuncia, hoje, às 11h, no Palácio do Planalto, a implementação do Programa de Concessão dos Aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza e Salvador.
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