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Porto Alegre, domingo, 23 de julho de 2017. Atualizado às 22h54.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 24/07/2017. Alterada em 23/07 às 21h04min

Política de fronteira

SECOM TCU/DIVULGAÇÃO/JC
Baixo grau de investimentos e a carência de recursos humanos, materiais e financeiros ampliam as vulnerabilidades dos limites territoriais, de nossas fronteiras, diagnosticou o Tribunal de Contas da União (TCU) em documento discutido com as forças de segurança, em Brasília, em busca de uma maior integração da política de combate ao crime nas fronteiras do Brasil. "Se nós não trabalharmos na política de prevenção, especialmente de drogas e armas, jamais conseguiremos combater o crime especialmente nas grandes cidades onde há um índice enorme de criminalidade como: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais", identifica o ministro Augusto Nardes (foto, ao microfone), do Tribunal de Contas da União, que conduziu a reunião com as autoridades de segurança. "Nós não temos uma política de fronteira integrada. Cada sistema de polícia trabalha de forma isolada; e aí eu propus uma forma de trabalho conjunto", afirmou Nardes.
Organização e segurança
O encontro teve como objetivo discutir a implementação das recomendações feitas pelo TCU no sentido de elevar a capacidade organizacional das agências que atuam na prevenção e no combate aos crimes transfronteiriços. O Brasil possui cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, contemplando divisas com 10 países. De toda a América do Sul, apenas Chile e Equador não dividem limites com o País.
Políticas públicas
Atento à realidade das fronteiras e a "culpabilidade de nossos espaços territoriais, o TCU elaborou um diagnóstico das ações desenvolvidas pelas entidades que operam no controle das fronteiras". O trabalho que foi relatado pelo ministro Augusto Nardes, teve como objetivo a avaliação dos aspectos de governança do conjunto de políticas públicas para o fortalecimento da faixa de fronteira. O baixo grau de investimentos e a carência de recursos humanos, materiais e financeiros, são alguns dos problemas identificados, que realçam as vulnerabilidades dos espaços territoriais.
Parcerias com governos
O ministro Augusto Nardes defende que os trabalhos nas regiões de fronteira sejam realizados em parceria com os governos dos outros países. Anunciou mais encontros buscando integrar o trabalho de segurança em regiões onde o problema é mais concentrado. " Vamos realizar mais eventos. Os próximos serão em Uruguaiana (RS), em Foz do Iguaçu (PR) e em Ponta Porã (MS), onde estão os maiores gargalos de entrada tanto de imigrantes, quanto de comércio e de armas".
Forças de segurança
Participaram do encontro o general Sérgio Etchegoyen, gaúcho de Cruz Alta, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional; o comando das Forças Armadas, os ministros da Defesa, da Justiça, das Relações Exteriores; o presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o secretário-geral da Receita Federal, o diretor-geral da Polícia Federal e representantes do Departamento de Polícia Rodoviária Federal e do Itamaraty.
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