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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de julho de 2017. Atualizado às 22h31.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 18/07/2017. Alterada em 17/07 às 21h42min

Recordes do agronegócio

No meio desse emaranhado de problemas que o País enfrenta, o agronegócio continua tendo um bom desempenho. Segundo o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, o êxito do setor é resultado de crédito, tecnologia e eficiência dos produtores, ao mesmo tempo que anunciou no Plano Safra a disponibilidade de R$ 103 bilhões para o agronegócio. Já para o ministro da Agricultura Blairo Maggi, isso mostra a importância da tomada de decisões adequadas na hora certa. Ressaltou que, se não houver financiamento da safra no momento certo, "não adianta São Pedro". Em linguagem franca, o ministro afirmou que o resultado "é consequência de uma atuação firme na busca de mercados, que se conquistam na cotovelada e na botina". A produção - e exportações do agronegócio - "tem sido fundamental no esforço de retomada do crescimento", assinalou o presidente do Banco do Brasil.
Trabalho dos diplomatas
O agronegócio registrou saldo comercial de US$ 40,8 bilhões e, em 12 meses até junho, de US$ 73,2 bilhões. É o principal responsável pelos bons resultados que a balança comercial vem apresentando. Um dos fatores que contribui para o resultado é o trabalho dos diplomatas brasileiros, que atuam na preservação e na ampliação de mercados para os produtos agropecuários e agroindustriais brasileiros.
Os gargalos do setor
O deputado federal gaúcho Alceu Moreira (PMDB) comenta que o agronegócio em si, principalmente na última década, saiu da porteira e atingiu a profissionalização no ramo do negócio. "Ele era só agro; hoje, é agronegócio. Os produtores, suas organizações e cooperativas conseguem ter informação completa sobre os negócios, sobre as margens, os riscos. Eles conhecem profundamente isso. A parte interna, o plantio, o manejo, a colheita, isso já estava bem. Nossos gargalos continuam sendo os sócios ocultos e a logística. Não temos estradas suficientes para transportar o que produzimos, nem armazenamento adequado. Então, nossa perda de concorrência está nas distâncias e nas estradas ruins". Outra questão abordada pelo deputado gaúcho são os juros. "Nós temos, hoje, uma inflação de 3,5%, e um juro de mais do que 10%, é uma das taxas de juros das mais altas do mundo." Segundo Alceu Moreira, a margem com que os bancos acabam operando é esse preço, e nesse intervalo entre 3,5% e 10%. "É preciso baixar os juros imediatamente", assinalou o parlamentar.
Agricultura familiar
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, aprovou o projeto de lei, que isenta as vendas de produtos de agricultores e empreendedores familiares rurais, da cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), e para o Programa de Integração Social (PIS). A proposta de autoria do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), altera a Lei nº 11.326/2006, que define as diretrizes da Política Nacional da Agricultura Familiar, e Empreendimentos Familiares Rurais. Em seu voto, o deputado federal gaúcho Luis Carlos Heinze (PP) defende que estimular a agricultura familiar é uma das melhores formas de fortalecer o campo com benefícios sociais.
 
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