Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 17 de julho de 2017. Atualizado às 13h37.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 14/07/2017. Alterada em 17/07 às 13h38min

De volta ao mapa da fome

Podemos estar às vésperas de um retrocesso social no Brasil. A crise pode levar o País de volta ao mapa da fome. Durante reunião do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, nesta semana, 40 entidades civis apresentam documento mostrando que a fome começa a assombrar famílias brasileiras. Já o governo se defende, afirmando que o combate à recessão reduzirá a pobreza e a insegurança alimentar. O doloroso é que, três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU - o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente -, o velho e temido fantasma volta a assombrar as famílias brasileiras.
Irresponsabilidade fiscal
Para o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (PMDB), o aumento da pobreza e da miséria no Brasil - apontado em relatório produzido por entidades da sociedade civil, e que será entregue à ONU - é reflexo da irresponsabilidade fiscal do governo Dilma Rousseff (PT), e de uma condução desastrosa da política econômica brasileira. Inclusive, os números que amparam o relatório são referentes à gestão do PT. "Assumimos o governo com as contas deficitárias. Mesmo assim, reajustamos o benefício médio do Bolsa Família em 12,5%, o que não era feito havia dois anos, e isso tem forte impacto na vida da parcela mais vulnerável da população", explica o ministro do Desenvolvimento Social.
Reorganizando a gestão
Além disso, segundo o ministro gaúcho, havia uma série de repasses atrasados para vários programas, o que tem impactado significativamente no desdobramento das políticas e ações desenvolvidas pela pasta. "Também estamos reorganizando a gestão desde que assumimos o governo. Fizemos o maior pente-fino da história do Bolsa Família para que o benefício chegue em quem realmente precisa."
Busca de soluções
O deputado federal gaúcho Covatti Filho (PP), presidente da Comissão de Fianças e Tributação da Câmara, disse que concorda com o ministro Osmar Terra, mas que, na verdade, a população está cansada de desculpas. "É hora de termos ações. Hoje, nós estamos no governo e temos que buscar soluções para esse problema, que é grave. Não adianta ficarmos afirmando que a culpa é de A, B ou C. Só conseguiremos combater o problema com ações." O parlamentar ressaltou que "aqui, na Comissão de Finanças e Tributação, estamos trabalhando intensamente na busca de soluções".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Vitor 15/07/2017 21h04min
A exclusão de famílias do Bolsa Família, iniciada ano passado, e a redução do valor investido no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que compra do pequeno agricultor e distribui a hospitais, escolas públicas e presídios, são uma vergonha para um país que trilhava avanços que o colocava como referência em todo o mundo", Francisco Menezes, que ajudou a elaborar o relatório da ONU, analisou. Essa matéria desvirtua os argumentos do relatório de forma falaciosa.
Vitor 15/07/2017 21h01min
"Quando o país atingiu um índice de pleno emprego, na primeira metade desta década, mesmo os que estavam em situação de pobreza passaram a dispor de empregos formais ou informais, o que melhorou a capacidade de acesso aos alimentos. A exclusão de famílias do Bolsa Família, iniciada ano passado, e a redução do valor investido no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que compra do pequeno agricultor e distribui a hospitais, escolas públicas e presídios, são uma vergonha