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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de agosto de 2017. Atualizado às 00h36.

Jornal do Comércio

JC Logística

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distribuidora

Notícia da edição impressa de 03/08/2017. Alterada em 02/08 às 18h43min

Petrobras poderá reduzir a sua participação na BR

Postos de venda de combustíveis garantem a maior parcela dos lucros, mais do que a produção de petróleo

Postos de venda de combustíveis garantem a maior parcela dos lucros, mais do que a produção de petróleo


MARCIO ROBERTO DIAS/MARCIO ROBERTO DIAS/DIVULGAÇÃO/JC
Após abertura de capital da BR Distribuidora, prevista para os próximos meses, a Petrobras poderá voltar ao mercado para, mais uma vez, se desfazer de uma fatia da sua participação na subsidiária de combustíveis. Segundo o presidente da estatal, Pedro Parente, ao estruturar a oferta de ações da BR, o conselho de administração da Petrobras optou por deixar espaço para vendas futuras, o que não significa, porém, que a companhia esteja disposta a abrir mão do controle da companhia.
"Essa foi uma discussão que levou em conta as posições dos diversos conselheiros e membros da diretoria e, naquele momento, foi entendido que, até para poder extrair no futuro valor naquilo que o pessoal chama de follow on (abertura de capital), tem que deixar espaço para vendas futuras. Não estou dizendo com isso que se admite vender o controle. Estou dizendo que não seria, talvez uma decisão que agregasse mais valor, já partir para uma venda dos próprios 50%", afirmou Parente em entrevista.
A venda de ações da BR foi tema de amplo debate e divergências no conselho da Petrobras durante 2015, mas acabou sendo descartada por pressão do então presidente da Vale, Murilo Ferreira, que, na época, também presidia o conselho de administração da petroleira. O argumento do executivo era de que as práticas de governança exigidas de uma empresa de capital aberto ainda não tinham sido implementadas na BR. Parente garante, porém, que "ela estará 100% preparada no dia do IPO".
"Quando há uma decisão como essa, têm que ser adotada uma série de medidas, inclusive de governança, para que ela (a BR) esteja preparada", acrescentou. O presidente da Petrobras admite que é do negócio de combustíveis que a estatal retira seu maior lucro, mais do que da produção do petróleo. Com foco nas unidades produtoras de derivados, as refinarias, a Petrobras trabalha agora para definir um modelo de formação de parcerias com outros investidores, que deve ser concluído até o fim do ano.
O que está acertado, por enquanto, é apenas a assinatura de um memorando de entendimento que pode levar a uma sociedade com a chinesa CNPC no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). "Olhando só para um lado, é claro que a CNPC vai querer só o que agrega o maior valor possível para ela. Mas tem o nosso lado também", disse Parente, referindo-se a uma possível preferência do futuro parceiro por uma sociedade numa refinaria em São Paulo, principal centro consumidor. "Mas só a vontade deles não vai permitir fechar uma parceria", enfatizou.
O presidente da Petrobras afirmou ainda que a nova política de preços dos combustíveis, que completou um mês no dia 30, está "bastante adequada para a Petrobras". Não há no radar mudanças no modelo de oscilação diária de preços. No primeiro mês, as variações foram quase diárias, o que resultou em uma queda de 1,2% para a gasolina e, em sentido oposto, numa alta de 1,2% para o óleo diesel.
 
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