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Empresas & Negócios

- Publicada em 24 de Julho de 2017 às 17:12

Queda dos juros faz investidor buscar opções mais arrojadas


STOCKVAULT/DIVULGAÇÃO/JC
Com uma perspectiva de ganhos cada vez menores na renda fixa por conta da queda na taxa básica de juros, especialistas recomendam diversificar a carteira para assegurar uma boa rentabilidade. Uma das opções disponíveis no mercado que tem ganhado espaço no portfólio dos bancos e corretoras é o Certificado de Operações Estruturadas (COE). A vantagem do produto é a possibilidade de combinar, em uma única aplicação, segurança de um investimento em renda fixa com ganhos mais expressivos possibilitados pela renda variável.
Com uma perspectiva de ganhos cada vez menores na renda fixa por conta da queda na taxa básica de juros, especialistas recomendam diversificar a carteira para assegurar uma boa rentabilidade. Uma das opções disponíveis no mercado que tem ganhado espaço no portfólio dos bancos e corretoras é o Certificado de Operações Estruturadas (COE). A vantagem do produto é a possibilidade de combinar, em uma única aplicação, segurança de um investimento em renda fixa com ganhos mais expressivos possibilitados pela renda variável.
O investimento funciona como uma cesta de diferentes produtos, de títulos de renda fixa a derivativos, e segue um objetivo específico, como, por exemplo, proteção contra a alta do dólar ou da inflação. A "blindagem" contra o risco na comparação com outras modalidades vem da garantia, na maioria dos COEs, do valor nominal do investimento. "O COE é uma opção segura que 'trava' as eventuais perdas, garantindo, pelo menos, o valor inicial investido", explica Fábio Zenaro, superintendente de produtos da B3.
Ao permitir montar várias opções conjugadas, o COE diminui o valor total do investimento e unifica a tributação, que segue o regime da renda fixa. Com isso, explica Eduardo Contani, especialista em finanças da Fecap, o produto se torna um atrativo para aquele investidor com pouco conhecimento da dinâmica do mercado de capitais.

Corretoras passaram a disseminar o COE

Emitido pelos bancos desde 2014, o COE inicialmente era um título voltado para o público de alta renda, acostumado com investimentos sofisticados. Com a regulamentação da oferta pública, em fevereiro de 2016, as corretoras passaram a disseminar o produto para a sua base de clientes, baixando o tíquete de entrada e investindo em educação financeira.
A XP Investimentos, que pulou de 10 mil clientes posicionados em COE para 30 mil nos últimos seis meses, aposta que o instrumento se tornará, até o início de 2018, um dos principais produtos da carteira de seus clientes. "Estamos investindo em educação financeira. No nosso aplicativo, temos vídeos que explicam como determinada estratégia rentabiliza o investimento", explica Vitor Mansur, responsável pela mesa de produtos estruturados da XP.
Na Guide Investimentos, a maior parte dos COEs aposta na valorização de empresas e índices de ações no exterior, como Bolsa da Alemanha, Facebook, Tesla e Netflix. De acordo com o gerente de renda fixa da Guide, Bruno Carvalho, ao oferecer essas opções, a corretora chegou a 763 clientes no investimento em julho, um crescimento de 1.000% em relação a janeiro deste ano. "Treinamos nossos assessores para atrair cada vez mais aquele cliente que quer aplicar no exterior sem risco cambial e com capital protegido."

Bancos detêm maior fatia do mercado atualmente

Desde o início da comercialização, o Itaú detém a maior fatia do mercado de COEs. Hoje, seu estoque é de cerca de R$ 4,5 bilhões, ou 45% do total de R$ 9,2 bilhões que estão distribuídos no varejo, de acordo com dados da B3. Para Eric Altafim, diretor de produtos do Itaú BBA, o COE deve crescer cerca de 15% até o fim do ano.
No Bradesco, o diretor de Tesouraria, Paulo Waack, prevê que, se a Selic chegar ao patamar de 8% em dezembro, conforme prevê o mercado, é possível que haja um novo boom de procura pelo COE. "Conforme os clientes observarem que suas carteiras têm rendimentos menores, acreditamos em um crescimento substancial desse mercado."
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