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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de julho de 2017. Atualizado às 19h40.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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mercado de capitais

Notícia da edição impressa de 31/07/2017. Alterada em 31/07 às 19h45min

Queda dos juros faz investidor buscar opções mais arrojadas

STOCKVAULT/DIVULGAÇÃO/JC
Com uma perspectiva de ganhos cada vez menores na renda fixa por conta da queda na taxa básica de juros, especialistas recomendam diversificar a carteira para assegurar uma boa rentabilidade. Uma das opções disponíveis no mercado que tem ganhado espaço no portfólio dos bancos e corretoras é o Certificado de Operações Estruturadas (COE). A vantagem do produto é a possibilidade de combinar, em uma única aplicação, segurança de um investimento em renda fixa com ganhos mais expressivos possibilitados pela renda variável.
O investimento funciona como uma cesta de diferentes produtos, de títulos de renda fixa a derivativos, e segue um objetivo específico, como, por exemplo, proteção contra a alta do dólar ou da inflação. A "blindagem" contra o risco na comparação com outras modalidades vem da garantia, na maioria dos COEs, do valor nominal do investimento. "O COE é uma opção segura que 'trava' as eventuais perdas, garantindo, pelo menos, o valor inicial investido", explica Fábio Zenaro, superintendente de produtos da B3.
Ao permitir montar várias opções conjugadas, o COE diminui o valor total do investimento e unifica a tributação, que segue o regime da renda fixa. Com isso, explica Eduardo Contani, especialista em finanças da Fecap, o produto se torna um atrativo para aquele investidor com pouco conhecimento da dinâmica do mercado de capitais.

Corretoras passaram a disseminar o COE

Emitido pelos bancos desde 2014, o COE inicialmente era um título voltado para o público de alta renda, acostumado com investimentos sofisticados. Com a regulamentação da oferta pública, em fevereiro de 2016, as corretoras passaram a disseminar o produto para a sua base de clientes, baixando o tíquete de entrada e investindo em educação financeira.
A XP Investimentos, que pulou de 10 mil clientes posicionados em COE para 30 mil nos últimos seis meses, aposta que o instrumento se tornará, até o início de 2018, um dos principais produtos da carteira de seus clientes. "Estamos investindo em educação financeira. No nosso aplicativo, temos vídeos que explicam como determinada estratégia rentabiliza o investimento", explica Vitor Mansur, responsável pela mesa de produtos estruturados da XP.
Na Guide Investimentos, a maior parte dos COEs aposta na valorização de empresas e índices de ações no exterior, como Bolsa da Alemanha, Facebook, Tesla e Netflix. De acordo com o gerente de renda fixa da Guide, Bruno Carvalho, ao oferecer essas opções, a corretora chegou a 763 clientes no investimento em julho, um crescimento de 1.000% em relação a janeiro deste ano. "Treinamos nossos assessores para atrair cada vez mais aquele cliente que quer aplicar no exterior sem risco cambial e com capital protegido."

Bancos detêm maior fatia do mercado atualmente

Desde o início da comercialização, o Itaú detém a maior fatia do mercado de COEs. Hoje, seu estoque é de cerca de R$ 4,5 bilhões, ou 45% do total de R$ 9,2 bilhões que estão distribuídos no varejo, de acordo com dados da B3. Para Eric Altafim, diretor de produtos do Itaú BBA, o COE deve crescer cerca de 15% até o fim do ano.
No Bradesco, o diretor de Tesouraria, Paulo Waack, prevê que, se a Selic chegar ao patamar de 8% em dezembro, conforme prevê o mercado, é possível que haja um novo boom de procura pelo COE. "Conforme os clientes observarem que suas carteiras têm rendimentos menores, acreditamos em um crescimento substancial desse mercado."
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