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Porto Alegre, terça-feira, 27 de junho de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Política

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Crise no Planalto

Notícia da edição impressa de 28/06/2017. Alterada em 27/06 às 21h31min

Procurador da República afirma que Temer não está acima da lei

Em carta enviada a colegas do Ministério Público Federal (MPF) na noite de segunda-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que denunciou o presidente Michel Temer (PMDB) pelo crime de corrupção passiva cometida em pleno exercício do cargo, porque ninguém está acima da lei. Janot diz que adotou a medida, porque este é o papel do procurador-geral diante de indícios de corrupção relacionada ao presidente.
O procurador reafirmou ainda que o MPF não se dobra a nenhum tipo de pressão. A carta foi enviada antes de o presidente fazer pronunciamento no Palácio do Planalto e insinuar que Janot recebeu dinheiro ilícito. "Ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas responsabilidades. O Ministério Público, mesmo nos momentos mais difíceis e sob as piores ameaças, não deixa e não deixará de cumprir a sua missão constitucional", afirma.
Ciente da forte repercussão que se seguiria à denúncia, Janot fez um chamamento aos procuradores. "As horas mais graves exigem as decisões mais difíceis. Exigem reflexão, serenidade e firmeza." O procurador-geral lembrou ainda que a Operação Lava Jato, que resulta agora na denúncia contra Temer, é a maior investigação sobre corrupção do planeta.
"Em 2013, não imaginávamos que três anos depois estaríamos diante da maior investigação sobre corrupção do planeta, uma apuração que catalisou paixões, mobilizou a sociedade civil e congregou dezenas de membros e servidores do Ministério Público e de outras instituições em torno de um propósito comum: a probidade, a transparência e a responsabilidade no trato da coisa pública", afirmou.
Para o procurador-geral, não por acaso, as investigações se tornaram alvo de ataques de corruptos, reacionários e patrimonialistas.
Ontem, o advogado Marcello Miller, ex-assessor de Janot, também se pronunciou e garantiu que "não cometeu nenhum ato irregular" desde que deixou a Procuradoria-Geral da República. Sócio do escritório de advocacia que trabalhou no acordo de leniência do Grupo JBS, Miller foi citado por Temer, que sugeriu que ele teria "recebido milhões" em função do acordo.
"Não cometi nenhum ato irregular, mas não responderei às afirmações a meu respeito pela imprensa", afirmou o advogado, em comunicado a imprensa. "Apenas me manifestarei perante as autoridades com competência para examinar os fatos e com interesse na aferição da verdade."
 
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